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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
EM BRASÍLIA

Ações de saúde alcançam 10 mil adolescentes no DF e expõem impacto da gravidez precoce

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal intensificou ações educativas com adolescentes em 2025, alcançando mais de 10 mil jovens com atividades voltadas à saúde sexual e reprodutiva e à prevenção da gravidez precoce

Luma Silveirapor Luma Silveira em 24 de fevereiro de 2026
_A gravidez na adolescência eleva os riscos à saúde de mães e crianças. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF_
_A gravidez na adolescência eleva os riscos à saúde de mães e crianças. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF_

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realizou, ao longo de 2025, 256 atividades coletivas com adolescentes, focadas em orientação, prevenção e acesso à informação sobre saúde sexual e reprodutiva. As ações alcançaram mais de 10 mil jovens em diferentes regiões do DF.

Parte das iniciativas ocorreu em parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal, dentro do Programa Saúde na Escola. O trabalho integrado buscou aproximar os serviços de saúde do ambiente escolar, ampliando o diálogo com estudantes.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 66% das gestações na adolescência não são planejadas. Para a responsável técnica de Saúde da Mulher da SES-DF, Viviane Albuquerque, o índice evidencia falhas no acesso à informação e ao suporte social.

“A gravidez precoce pode elevar o risco de morte da mãe e do bebê, acarretando problemas como prematuridade, anemia, aborto espontâneo, eclâmpsia e depressão pós-parto. No âmbito social, é uma das principais causas de abandono escolar, com impactos que acompanham essas meninas ao longo da vida”, afirma.

Acolhimento na rede pública de saúde

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a principal porta de entrada para o atendimento. Nelas, adolescentes têm acesso gratuito a métodos contraceptivos, como preservativos, anticoncepcionais orais e injetáveis, DIU, pílula de emergência, além de testes rápidos de gravidez e início imediato do pré-natal quando necessário.

A enfermeira Ivea Viana, da UBS 1 da Estrutural, explica que o atendimento é garantido mesmo sem autorização dos responsáveis.

_A gravidez na adolescência eleva os riscos à saúde de mães e crianças. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF_
_A gravidez na adolescência eleva os riscos à saúde de mães e crianças. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF_

“Geralmente as adolescentes vêm acompanhadas das mães, mas não é necessária a autorização para serem atendidas. Aqui fazemos o teste rápido de gravidez e, confirmada a gestação, já iniciamos o pré-natal”, destaca.

A SES-DF também iniciou a oferta do implanon, método contraceptivo reversível de longa duração, voltado a adolescentes de 15 a 19 anos e à população em situação de rua. Em casos de gravidez decorrente de violência sexual, as unidades seguem os protocolos legais, com notificação obrigatória e encaminhamento para atendimento especializado.

“Quando a gestante chega à unidade, iniciamos o acompanhamento da saúde física e emocional. Se a gravidez for resultado de abuso, seguimos os critérios do Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei, garantindo todo o suporte necessário”, completa a profissional.

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