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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Operação Dominus Fictus

Operação da PCGO desarticula esquema de golpes milionários em Goiás

Polícia Civil cumpre prisões e bloqueia R$ 300 mil em investigação contra esquema de estelionato

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 24 de fevereiro de 2026
Operação
Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a Operação Dominus Fictus, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de praticar estelionato por meio de fraude eletrônica e lavagem de capitais. A ação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais, por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref).

Ao todo, durante a operação foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caturaí e Senador Canedo. A Justiça também determinou o sequestro de aproximadamente R$ 300 mil, além da apreensão de quatro veículos, incluindo modelos do tipo SUV.

Segundo as investigações, o grupo aplicava golpes utilizando perfis falsos no WhatsApp. Os suspeitos se passavam por sócios ou gestores de empresas e enviavam mensagens a funcionários do setor financeiro, solicitando pagamentos urgentes a supostos fornecedores. Com isso, conseguiam induzir as vítimas ao erro e obter transferências de altos valores para contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas”, e empresas de fachada.

Estrutura organizada e movimentações milionárias forma descobertas na operação

De acordo com a Polícia Civil, a associação criminosa atuava de forma estruturada e dividia funções em três núcleos distintos: operacional/cibernético, responsável pela criação dos perfis falsos e execução das fraudes; logístico/administrativo, que dava suporte à movimentação de recursos; e financeiro/patrimonial, encarregado de ocultar e lavar o dinheiro obtido ilegalmente.

As apurações revelaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Uma das empresas de fachada identificadas movimentou mais de R$ 1,3 milhão em apenas cinco meses. Já uma integrante do núcleo financeiro registrou cerca de R$ 1,6 milhão em movimentações em conta pessoal no mesmo período.

Segundo a polícia, parte do dinheiro era utilizada para manter um padrão de vida elevado, incluindo a aquisição de veículos de alto valor. A suspeita é de que o grupo tenha feito diversas vítimas, e as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o mapeamento dos prejuízos causados.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de capitais. A Polícia Civil reforça o alerta para que empresas adotem protocolos rigorosos de conferência antes de realizar transferências financeiras, especialmente quando houver solicitações feitas por aplicativos de mensagens.

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