Caiado manobra para manter base unida e ampliar bancada federal
Eleger uma boa bancada de deputados federais é o objetivo de todos os partidos.
Eleger uma boa bancada de deputados federais é o objetivo de todos os partidos. Quanto mais representantes uma legenda tiver na Câmara Federal, mais recheada será a conta bancária do Fundo Partidário que ele terá. É esse lastro financeiro que sustenta a máquina partidária nos Estados, remunera funcionários e banca os gastos do dia a dia nos escritórios políticos. Partidos como o PL, que tem 87 deputados federais e um fundo para este ano de R$ 886 milhões, seguido pelo PT, R$ 619 milhões, e o União Brasil, com R$ 536 milhões, têm mais chances de eleger mais deputados.
Em Goiás, embora tenha deixado o União Brasil, o governador Ronaldo Caiado (PSD) mantém forte influência na legenda, isto porque toda a estrutura do partido no Estado foi montada por ele. Não à toa que a coordenadora do Goiás Social e primeira-dama Gracinha Caiado está à frente do partido, caso contrário, a legenda teria sido desidratada. Acrescenta ainda o MDB liderado por Daniel Vilela, o PP de Alexandre Baldy, Solidariedade comandado no Estado por Denes Pereira, Podemos liderado pelo deputado federal Glaustin da Fokus, PRD, que está sob a influência do presidente da Alego, Bruno Peixoto, entre outras legendas.
“Percebo que o governador Ronaldo Caiado e Daniel Vilela têm um time de bons candidatos a deputados federais e estaduais, com chances de eleger uma grande bancada para a Câmara Federal e o Legislativo estadual”, disse à coluna o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (UB). O prefeito reflete a opinião de muitas lideranças que compõem a base caiadista. Entre eles os que vão disputar cargos para a Alego e o Congresso. Por conta desse contingente de candidatos, Caiado terá que exercitar sua mente de enxadrista para agasalhar todos na base e evitar dissidências. A reunião desta segunda-feira (23) foi justamente para afinar a conversa e manter a união com possíveis mudanças de siglas de alguns.
Em Minas pode, e Goiás?
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) vive um dilema: precisa do voto de centro-esquerda e do PT em Goiás, mas está “amarrado” à centro-direita e aos conservadores. Se aceitar, o PT pode perder os votos da direita, mas fica sem tempo de TV e rádio. Em Minas Gerais, o roteiro é outro. Aécio Neves (PSDB) pode disputar o Senado na chapa petista encabeçada por Rodrigo Pacheco (de saída do PSD), ou seja, para sobreviver, o PSDB precisa virar Centrão.
Peixoto na mira
A propalada legião de apoiadores do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (a caminho do PRD), espalhada nos quase 246 municípios goianos, não é tão unanimidade. As queixas contra o deputado começam a sair das sombras e até prefeitos reclamam que ele “inflacionou” o custo da política. “O Bruno contrata um ou dois vereadores como ‘assessor’ no município, que contrata auxiliar para pedir votos, mas o vereador não paga o contratado. A estratégia pode sair cara para o presidente da Alego”, resume um prefeito à coluna.
Aava protesta
Falando ainda em PSDB, a vereadora Aava Santiago (PSB) aproveitou a audiência sobre a privatização da Saneago para acusar jornais de espalharem “fake news”. O embate ocorre em meio a rumores na imprensa de ação por infidelidade partidária, hipótese negada por Marconi Perillo (PSDB) à coluna.
Legado de Iris
Ana Paula Rezende (PL) deu o primeiro passo para tentar levar o irismo ao 22. Em carta aberta, justificou a saída do MDB e avisou que “o legado do pai” não pertence a partido algum. O recado mira o MDB e a base governista. Ao dizer que “o que nos uniu nunca foi partido”, ela abre a porteira para que outros descontentes a sigam.
Ana Paula social
Com Ana Paula como pré-candidata a vice-governadora, o PL ganha capilaridade social. A menção às mil casas entregues em um dia é sinal claro de que a oposição busca furar a bolha bolsonarista e resgatar a memória dos mutirões e das grandes obras de Iris.
Atenção, multa à frente! – O Governo Federal faz estudos para reduzir os limites de velocidade de veículos nas rodovias e vias urbanas do País. A Senatran sugere um limite padronizado de 30 km/h. nas vias públicas com limite de 50 km/h. Passou disso, é multa certa.