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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
SAÚDE E BEM-ESTAR

Música ajuda no sono e reduz insônia, diz estudo

Especialista explica como sons suaves reduzem a ansiedade e favorecem um sono mais profundo

Luana Avelarpor Luana Avelar em 26 de fevereiro de 2026
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Foto: istock

A dificuldade para dormir é uma queixa recorrente no país. Dados da Associação Brasileira do Sono indicam que cerca de 73 milhões de brasileiros convivem com insônia ou outros distúrbios relacionados ao descanso noturno. Diante da procura por alternativas não medicamentosas, a música tem sido apontada como recurso acessível para melhorar o sono.

“A música aciona áreas do cérebro ligadas à memória, às emoções e à coordenação. Quando bem escolhida, ela é capaz de reduzir a ansiedade, regular a respiração e induzir o corpo a um estado de calma, favorecendo o sono”, afirma Déborah Rossi, professora de música.

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Ritmos lentos e previsíveis auxiliam na desaceleração do corpo antes de dormir. Foto: istock

Como a música atua no organismo

O efeito não é apenas subjetivo. Sons lentos e previsíveis contribuem para sincronizar batimentos cardíacos e ritmo respiratório. Pesquisas indicam que composições com 60 a 80 batidas por minuto tendem a preparar o organismo para o adormecer.

Além disso, ouvir música estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, e contribui para a redução do cortisol, hormônio ligado ao estresse. “Esse equilíbrio químico no cérebro ajuda não só a adormecer mais rápido, mas também a melhorar a qualidade do sono profundo”, ressalta.

Para potencializar os efeitos, a orientação é priorizar músicas instrumentais, repertório clássico ou sons da natureza, em volume baixo e com ritmo constante. “A previsibilidade do ritmo transmite segurança ao cérebro, evitando surpresas sonoras que poderiam causar despertares noturnos”, explica.

O uso da música, segundo a professora, também pode ser incorporado à rotina de relaxamento fora do quarto. “O importante é usar a música com equilíbrio, intercalando momentos de silêncio e evitando que ela substitua o espaço da reflexão. O som certo, na hora certa, pode ser um grande aliado do bem-estar físico e emocional”, conclui.

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