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segunda-feira, 2 de março de 2026
Importante

Estacionamento do Aeroporto Santa Genoveva de Goiânia adota travas em veículos para reforçar segurança

Dispositivo bloqueia a roda dianteira de carros considerados de maior risco e só é retirado após o cliente comprovar propriedade e ide

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 2 de março de 2026
Estacionamento do Aeroporto
Foto: Divulgação

O estacionamento do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, começou a aplicar uma nova medida de proteção patrimonial para reduzir furtos e tentativas de subtração de veículos, especialmente em vagas de longa permanência. A empresa responsável pela operação passou a instalar travas físicas na roda dianteira de automóveis classificados como “de alto risco”, com o objetivo de dificultar a ação criminosa e aumentar a sensação de segurança de quem deixa o carro no local durante viagens.

A iniciativa funciona como um bloqueio mecânico: a equipe do estacionamento posiciona uma trava emborrachada por dentro de um dos vãos da roda, justamente para evitar danos ao veículo. A partir daí, o automóvel fica impedido de se mover.

Em seguida, o estacionamento fixa um aviso no vidro do carro com instruções para o proprietário. Assim, quando o motorista retorna da viagem, ele não precisa “adivinhar” o que aconteceu: basta seguir as orientações do comunicado para liberar o veículo.

Como a retirada funciona e o que o cliente precisa apresentar

Para remover o equipamento, o cliente entra em contato com a equipe do estacionamento por telefone ou WhatsApp, informa a localização do carro e aguarda a chegada de um operador. A retirada ocorre em poucos minutos, porém não acontece automaticamente: o funcionário só remove a trava depois de verificar a identidade do condutor e a comprovação de propriedade do veículo. Segundo a administração, esse controle reduz a chance de alguém tentar retirar um carro que não é seu e evita fraudes no momento da saída.

A empresa também orienta que o motorista não tente mover o veículo com a trava instalada. Além do risco de dano, a tentativa pode atrapalhar a identificação do procedimento correto. Na prática, o estacionamento quer garantir dois pontos: que o carro permaneça imobilizado até a confirmação do dono e que a liberação ocorra de forma documentada, com checagem de informações antes da retirada.

Medida preventiva mira carros “mais visados” e amplia barreiras contra furtos no estacionamento do Aeroporto

De acordo com a empresa, a trava não é aplicada em todos os veículos. A administração afirma que usa critérios de risco para definir quais carros recebem o bloqueio, com foco em modelos mais visados para roubo ou desmanche e em automóveis que ficam estacionados por longos períodos. A lógica é simples: quanto maior o tempo de permanência, maior a vulnerabilidade, e quanto mais “atrativo” o veículo, maior a necessidade de uma barreira extra.

O estacionamento destaca que o mecanismo integra um pacote de prevenção a crimes patrimoniais, somando-se a outras estratégias já comuns em áreas de grande circulação, como vigilância, controle de acesso e monitoramento. Ao adicionar uma etapa física e não apenas eletrônica, a operação tenta ganhar tempo em qualquer tentativa de crime: mesmo que alguém consiga acessar o carro, não consegue sair com ele sem acionar a equipe e passar pelo controle de documentação.

A concessionária que administra o aeroporto informou que incentiva iniciativas voltadas à segurança e ao cuidado com passageiros e usuários do terminal. Na avaliação da gestão, o objetivo é oferecer mais tranquilidade a quem viaja e precisa deixar o veículo estacionado, além de tornar o ambiente mais previsível e controlado no fluxo de entrada e saída.

O que muda para quem estaciona no aeroporto

Na prática, a principal mudança é o “fator surpresa” na volta da viagem: alguns motoristas podem encontrar a trava instalada e precisar chamar a equipe para a liberação. Por outro lado, o estacionamento argumenta que o procedimento é rápido e, sobretudo, preventivo. Para o usuário, a recomendação é simples: ao identificar o aviso no vidro, seguir o passo a passo indicado, ter documentos em mãos e aguardar o atendimento no local.

Com a nova política, o estacionamento aposta em uma abordagem de segurança mais ativa, voltada a impedir que o crime sequer se concretize. Em tempos de preocupação com furtos em áreas de grande movimento, especialmente em estacionamentos de longa duração, a administração reforça que o objetivo não é dificultar a vida do cliente, e sim proteger o patrimônio e garantir que apenas o proprietário, de fato, retire o veículo.

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