500 das 12 mil grandes obras inacabadas são em Goiás
Apenas no próximo mês estreia “963 Dias – A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, filme sobre o governo de Michel Temer após derrubar Dilma Rousseff. Aí, se verá se dedica algum minuto a algo feito por ele e não mais repetido, a retomada de obras. Passou a missão ao goiano Alexandre Baldy, então ministro das Cidades, que recebeu carta branca e entregava média de 1.220 casas por dia, todo dia. De grandes equipamentos públicos, como rodovias e hospitais, eram 6 mil inacabados, conseguiu terminar 2.500 em 2 anos, mais do que Dilma em 6 anos, somados todos os ministérios. Desde então, apenas piorou: são 12 mil inacabadas.
A parte podre do Legislativo ilhou o Palácio do Planalto e a média dos prefeitos (que mandam nos deputados, que mandam no presidente da República) prefere evento a creche. Por isso, há mil CMEIs inacabados e ninguém se condoendo pelas mães que não têm com quem deixar o filho enquanto trabalham. Desses monumentos à corrupção, há 500 em Goiás, quase 1/5 deles creches em algum estágio antes da inauguração. Os parlamentares estão nem aí para o futuro das crianças. De olho na urna, suas lideranças municipais lhes dizem que é mais fácil pegar propina se o projeto estiver inconcluso.
Retomar as obras movimenta a economia, barra o desperdício e dá alento ao País. Não é o que prefeitos e deputados desejam. O Tribunal de Contas da União, de cujas pesquisas se tiraram alguns dos dados aqui transcritos, poderia colocar esses monstros na lista de inelegíveis. Porém, se fizer isso, a próxima indicação de ministros para o TCU vai ser carnavalizada igual às do STF. E a creche da esquina? Parada há mais de 963 dias.