Alguém está comprando voto perto de você e vai ficar impune
Fique de olhos bem abertos. Neste momento, em milhares de pontos cegos, um exército a serviço de ricaços está entregando notas vivas de reais junto com uma colinha com o nome dos bandidos que vão ser diplomados e empossados. Mais de 100 cidades goianas não têm polícias, nem Judiciário nem Ministério Público. São comarcas sem juiz o ano inteiro. Por isso, não é exagero dizer que inexiste Justiça Eleitoral. Ela paga um extra para promotores e magistrados no âmbito estadual e é só. Imagine o pandemônio que isso vira em época de campanha, ainda mais a três dias da votação. É o reino da impunidade para os compradores de voto, os abusadores do poder político e econômico.
Para os cargos majoritários, de presidente, governador e senador, o benefício é colateral, pois a colinha deve estar totalmente preenchida, senão o corrupto que vendeu o voto a troca por uma completa. Os grandes financiadores do crime são os candidatos a deputado, sobretudo a federal. A estratégia desses corruptores começa dois anos antes, nas eleições municipais. Bancam as campanhas de centenas de candidatos a prefeito, que perdendo ou ganhando retribuem o favor dois anos depois. Durante o mandato, abastecem os municípios com verbas públicas, das quais seus prefeitos aliados se valem para adquirir o voto, o que está ocorrendo neste momento. Tem como mudar isso, ao menos em parte: basta que promotores e juízes percorram diuturnamente as comarcas e o eleitor não vote em quem pagou, nem em quem o prefeito, o vereador e o líder de sua igreja indicaram. (Especial para O HOJE)
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