segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Aliança de Lula com o STF e Alcolumbre cobra seu preço

Wilson Silvestrepor em
Lula
Ilustração: Takeshi Gondo

Desde o momento em que o escândalo do Banco Master estourou, a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era ignorar o assunto. O problema é que, com a crise ainda em curso, o silêncio começou a falar por ele. Isso porque a proximidade com os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, os mais citados até aqui nas investigações sobre Daniel Vorcaro, passou a ocupar espaços negativos na mídia.

Tanto que o ministro da Secretaria de Comunicação Social, ou melhor, “ministro da Propaganda”, Sidônio Palmeira, teve que intervir e pedir a Lula distância de Moraes, que, aliás, passou a ser chamado publicamente de “ministro do Temer”.

Para contrapor a proximidade de Lula com o encalacrado Alexandre de Moraes, a narrativa petista passou a bater bumbo de que André Mendonça foi associado ao ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro (PL-PR), acusado de fazer “vazamentos seletivos” do Caso Master para poupar Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa é a narrativa construída pelo petismo até aqui.

Resta saber se vai colar junto ao eleitor, que, nos últimos anos, assistiu estarrecido a uma relação quase promíscua entre Lula e o Supremo, com apoio da Grande Mídia. Uma relação que garantiu ao petista 11 vitórias importantes na Corte e mais de R$ 1 trilhão para o governo, segundo o Poder360.

Um preço alto, pago em silêncio, que agora começa a “descapitalizar” a liderança de Lula. Soma-se ao calvário do presidente o fato de que seu governo foi sustentado pela aliança com o STF, com aval de Davi Alcolumbre (União Brasil). Portanto, não tem como largar as mãos deles.

Debate para jornalistas

A tese da coluna sobre o propósito dos debates nas TVs e rádios se confirmou em Rio Verde: mais ataques aos adversários do que propostas. O candidato de oposição, Marconi Perillo (PSDB), foi bombardeado o tempo todo, sem ter chance de expor suas ideias.

A agressividade dos jornalistas/entrevistadores não passou despercebida no debate dos candidatos ao Governo de Goiás, promovido pela TV Sucesso/Band, em Rio Verde, no último sábado (12). Em certos momentos, pareciam que Marconi Perillo (PSDB) e Luís Cesar Bueno (PT) estavam ali para ser “espancados”, e não para falar de suas propostas à população.

Parece muito

Quase R$ 5 bilhões de fundo eleitoral parecem, para os mortais comuns, uma montanha de dinheiro, mas, para sustentar os mais de 20 mil candidatos ao Congresso, aos legislativos estaduais e aos governos estaduais, é quase nada.

No entanto, quem mais sofre com o aperto são os candidatos a deputado estadual, já que os partidos priorizam os federais. Quanto maior a bancada eleita para a Câmara dos Deputados, maior é o fundo na próxima eleição.

Prioridades do PL

Se para os candidatos a deputado estadual o fundo eleitoral já é pouco, no PL o dinheiro está ainda mais raso. Além dos deputados federais, o partido tem priorizado os candidatos ao Senado, a candidatura de Flávio Bolsonaro e mais 12 postulantes ao governo pelo país.

Sobra pouco — quando sobra — para quem busca uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Embalo de Bia Kicis

De acordo com um ditado muito popular entre os marqueteiros políticos, a única pesquisa que realmente “vale” é aquela contratada para “consumo interno”. Pesquisas divulgadas pelos meios de comunicação servem, antes de mais nada, para influenciar os eleitores indecisos que receiam “perder” seu voto.

As pesquisas internas da campanha do PL/DF não apenas reafirmam o amplo favoritismo de Michelle Bolsonaro, como também mostram que a deputada Bia Kicis, sua companheira de chapa na disputa pelas duas cadeiras no Senado, vai deixando para trás as rivais da esquerda, Leila do Vôlei (PDT) — a quem os candidatos do Partido Liberal só chamam de “Leila do Lula” — e a deputada petista Erika Kokay.

Mendanha e Virmondes

O deputado estadual Virmondes Cruvinel (União Brasil) declarou, neste domingo (13), apoio à candidatura de Gustavo Mendanha (PRD) ao Senado. O anúncio foi feito durante a inauguração do comitê de campanha do parlamentar, em Goiânia, e engorda a lista de apoios que o ex-prefeito já reúne pelo estado — entre eles, o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil); o de Morrinhos, Maycllyn Carreiro (PL); e o de Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL).

Vidente aponta para Wilder — A sensitiva e vidente Daiana Finger, conhecida como Lua Rubra, publicou previsões sobre quem pode vencer a disputa pelos governos estaduais em 2026. Em Goiás, o nome que ela vê no horizonte é o de Wilder Morais (PL).

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