quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Antipetismo cresce, mas Lula ainda é a sobrevida da esquerda

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 14 de junho de 2026 às 14:39
Antipetismo cresce, mas Lula ainda é a sobrevida da esquerda

É inegável que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem uma capacidade anestesiadora para convencer aliados e adversários. Esse talento nato de verdadeiro “animal político” o coloca entre os últimos populistas do país. Soma-se a esses predicados o fato de disputar o quarto mandato presidencial aos 81 anos.

Por um lado, principalmente para a esquerda, isso é motivo de orgulho e reverência imperial. Por outro, do ponto de vista da renovação de ideias e práticas políticas, representa um atraso. Algo como correr em círculos ou, como se diz popularmente, fazer mais do mesmo sem chegar a lugar algum.

No entanto, Lula é o único nome com o qual a esquerda brasileira conta para garantir uma sobrevida até 2030, caso vença a disputa pela reeleição. Se vencer, o PT terá tempo para construir uma nova liderança. Caso perca, o ciclo petista de poder deverá enfrentar um longo período longe do centro das decisões nacionais.

Isso porque o antipetismo se torna mais forte e numeroso a cada eleição. Não importa quem seja o adversário no campo da direita ou do centro-direita: o sentimento predominante é de rejeição a Lula.

Não se trata mais de uma polarização consolidada e de uma sociedade dividida em duas partes, mas de uma demanda crescente por mudanças. Essa seria a consequência da longa e insistente narrativa do lulopetismo baseada em divisões como pretos versus brancos, nordestinos versus sulistas, ricos versus pobres, ou simplesmente “nós contra eles”.

A percepção de muitos cidadãos é a de que o PT contribuiu para aprofundar divisões no país e pode acabar sendo vítima desse mesmo processo. Para seus críticos, esse conjunto de forças ideológicas e a visão de um Estado excessivamente intervencionista ajudam a explicar as dificuldades econômicas enfrentadas pelo Brasil.

Violência política e intolerância

A campanha eleitoral ainda nem começou oficialmente, mas episódios de intolerância já demonstram que alguns estão dispostos a provocar tumultos e até agredir quem pensa de forma diferente.

A democracia pressupõe pluralidade de ideias, mas nem todos aceitam opiniões divergentes, especialmente quando envolvem a defesa de minorias, excluídos e grupos socialmente vulneráveis.

Esses fatores ajudam a explicar as ameaças registradas pela pré-candidata a deputada federal pelo Avante, Gláucia do Arruda. Ela formalizou um boletim de ocorrência após ter seu veículo vandalizado enquanto estava estacionado em frente à sua residência, na Asa Sul, em Brasília.

Segundo as informações divulgadas, o automóvel foi riscado com ofensas de cunho discriminatório e palavras ofensivas.

Gim repudia

Em manifestação de solidariedade, o ex-senador e presidente do Avante-DF, Gim Argello, afirmou repudiar qualquer forma de violência.

“Repudio toda e qualquer manifestação de violência, seja política, homofóbica ou de gênero. O respeito às diferenças e à democracia deve prevalecer”, declarou.

Gláucia do Arruda é conhecida por sua atuação em defesa das famílias atípicas e de pautas voltadas à inclusão social.

Wilder e lideranças

O pré-candidato ao governo de Goiás pelo PL, senador Wilder Morais, e sua indicada a vice na chapa, Ana Paula Rezende, iniciaram suas agendas às 9 horas da manhã desta sexta-feira (12) para receber lideranças e delegações do interior.

As conversas se estenderam até quase 22 horas, devido à quantidade de lideranças que buscaram orientações partidárias.

Fator Vorcaro

A nova proposta de delação de Daniel Vorcaro promete complicar a situação de Davi Alcolumbre (União Brasil) e Rui Costa (PT).

O ex-banqueiro cita a existência de US$ 30 milhões em uma conta secreta no exterior destinada ao presidente do Senado e menciona apoio do ministro da Casa Civil na ascensão meteórica do Banco Master.

Marconi ou Daniel

A federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, não teve garantias do presidente estadual do PDT, Kowalsky Ribeiro, de que apoiará Luís César Bueno (PT). Kowalsky também mantém conversas com Marconi Perillo (PSDB) e Daniel Vilela (MDB).

 

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