Antipetismo cresce, mas Lula ainda é a sobrevida da esquerda
É inegável que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem uma capacidade anestesiadora para convencer aliados e adversários. Esse talento nato de verdadeiro “animal político”, o coloca entre os últimos populistas do país. Soma-se a esses predicados, o fato de disputar o quarto mandato presidencial aos 81 anos. Por um lado, principalmente da esquerda, é motivo de orgulho e reverência imperial, mas pelo lado da renovação de ideias e práticas políticas, representam um atraso. Algo como correr em círculos ou, como se diz popularmente, fazer o mais do mesmo e não chegar a lugar algum.
No entanto, Lula é o único nome que a esquerda brasileira conta para ter uma sobrevida até 2030, caso ele vença a disputa da reeleição. Se ele vencer, o PT terá tempo para construir uma nova liderança, caso perca, o ciclo petista de poder vai amargar um longo jejum de fausto palaciano. Isto porque, o antipetismo, a cada eleição se torna mais forte e numeroso. Não importa quem seja o oponente no campo da direita ou centro-direita, o sentimento é o mesmo: rejeição à Lula.
Não se trata mais de uma polarização calcificada e sociedade dividida em duas, mas de uma necessidade imperiosa de mudanças para o país avançar. Essa é a consequência da longa e obsessiva pregação do lulopetismo: pretos X brancos, nordestinos X sulistas, ricos X pobres, enfim, ‘nós contra eles’. A percepção em quase todos os cidadãos, razoavelmente letrados, é o de que o PT fraturou o Brasil e pode acabar sendo vítima da cizânia que sempre promoveu. Por conta desse conjunto de forças ideológicas, doutrinária e fantasiosa que o estado pode tudo, que o país não sai do atoleiro econômico que o lulopetismo insiste em manter.
Violência política e intolerância
A campanha eleitoral nem começou e os intolerantes com seus instintos primitivos, mostram que estão dispostos a provocar tumultos e até ferir quem pensa de outra forma. A democracia é, sobretudo, pluralidade de ideias, mas tem gente que não gosta de quem defende minorias, excluídos e deserdados socialmente. Só esses conceitos para explicar as ameaças que a pré-candidata a deputada federal do Avante, Gláucia do Arruda registrou em boletim de ocorrência policial. Seu veículo foi vandalizado enquanto estava estacionado em frente à sua residência, na Asa Sul, em Brasília. De acordo com as informações divulgadas, o automóvel foi riscado com ofensas de cunho discriminatório e palavras ofensivas.
Gim repudia
Em manifestação de solidariedade, o ex-senador e presidente do Avante-DF, Gim Argello, disse repudiar qualquer forma de violência. “Repudio toda e qualquer manifestação de violência, seja política, homofóbica ou de gênero. O respeito às diferenças e à democracia deve prevalecer”, declarou. Gláucia do Arruda é conhecida por sua atuação em defesa das famílias atípicas e de pautas voltadas à inclusão social.
Wilder e lideranças
O pré-candidato a governador de Goiás pelo PL, senador Wilder Morais e sua indicada vice na chapa, Ana Paula Rezende, começaram suas agendas às 9h da manhã desta sexta-feira (12) para receber várias lideranças e delegações do interior. As conversas foram até quase 22h devido a quantidade de lideranças que buscaram orientações partidárias.
Fator Vorcaro
A nova proposta de delação de Daniel Vorcaro promete complicar a vida de Davi Alcolumbre (União Brasil) e de Rui Costa (PT). O ex-banqueiro cita US$ 30 milhões numa conta secreta no exterior para o presidente do Senado e o apoio do ministro da Casa Civil na ascensão meteórica do Master.
Marconi ou Daniel — A federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, não teve garantias do presidente estadual do PDT, Kowalsky Ribeiro, que vai apoiar Luís César Bueno (PT). Kowalsky conversa com também Marconi Perillo (PSDB) e Daniel Vilela (MDB).