Apoio de Caiado a Flávio sela trégua entre Daniel e bolsonaristas
Ao saber que Wilder não estaria presente no evento da base em Goiânia, nesta terça-feira (6), Flávio Bolsonaro (PL) não perdeu tempo com rodeios, pegou o telefone e ligou para o senador
Durou menos que uma noite a articulação armada pelo senador eleito por Goiás, Gustavo Gayer, pela deputada federal reeleita Magda Mofatto juntamente com o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, todos do PL, para retirar o comando da legenda das mãos de Wilder Morais. O trio queria aproveitar a derrota de Wilder na disputa pelo Governo de Goiás para esvaziá-lo politicamente e assumir o controle da legenda no Estado. Plano perfeito na teoria, mas esqueceram de combinar com os caciques.
Ao saber que Wilder não estaria presente no evento da base em Goiânia, nesta terça-feira (6), Flávio Bolsonaro (PL) não perdeu tempo com rodeios, pegou o telefone e ligou para o senador. Afinal, além de presidente do PL em Goiás, Wilder foi o candidato bolsonarista ao Governo do Estado, título que, por si só, já garante lugar à mesa, sem precisar de convite. O gesto, pequeno em aparência, carrega um recado e tanto, pois contraria o que as redes ligadas a Gustavo Gayer insistiam em espalhar: que Wilder saiu da eleição fragilizado.
A realidade, cruel como sempre, mostra o contrário. O senador segue com prestígio não só dentro do partido, mas também junto a Flávio Bolsonaro, que hoje, na ausência do pai, é o dono dos votos. A lição é: quem apressa o enterro do adversário corre o risco de enterrar apenas a própria pressa. Ainda é muito cedo para se fazer conjecturas do futuro do PL em Goiás, principalmente se o PL vai abdicar de seu projeto de poder em 2030.
Wilder pode virar ministro…
Pelo andar da passeata e desespero dos adversários, Wilder Morais (PL) não deve apenas se manter na presidência do partido em Goiás, como também poderá ser içado à Esplanada dos Ministérios de Flávio em eventual vitória do PL para presidente. Em 2018, o empresário foi cotado para Cidades ou Transportes do governo de Jair Bolsonaro.
… Caiado também
A aliança para eleger Flávio Bolsonaro (PL) presidente da República recebeu o apoio formal do ex-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, e de seu grupo, ao lado do governador reeleito Daniel Vilela (MDB), dos senadores eleitos Gracinha Caiado (União Brasil) e Gustavo Gayer (PL), juntos no palco. O gesto pode valer uma vaga para Caiado no futuro ministério de Flávio.
Schreiner de olho
Com a derrota de Vivian Naves (Republicanos) para a Assembleia Legislativa de Goiás, Roberto Naves (Republicanos) assiste a sua permanência na presidência do Republicanos em Goiás por um fio. O ex-deputado José Mário Schreiner passou a ser avaliado pelo diretório nacional para assumir o comando no Estado, embalado pela reeleição de sua afilhada política Marussa Boldrin (Republicanos) para a Câmara dos Deputados.
Cambão cotado
As eleições municipais de 2028, em Luziânia, sinalizam que Wilde Cambão (União Brasil) aparece, de forma natural, como sucessor de Diego Sorgatto (União Brasil) no comando da cidade, após receber mais de 27 mil votos no município e ser reeleito com 53.550 mil votos.
Pellozo mexe no time
Passadas as eleições gerais, prefeitos já começaram a mexer as peças para 2028, uns para a reeleição, outros eleger o sucessor. Em Senador Canedo, Fernando Pellozo (União Brasil) já promoveu reforma no secretariado. A principal novidade é o ex-prefeito Misael Oliveira (Novo), que assume a pasta de articulação política. Uma nomeação estratégica, que não tem nada de acaso.
Neutro – O Novo em Goiás vai manter neutralidade neste primeiro momento em relação a Daniel Vilela (MDB), sem descartar uma composição mais adiante. A legenda apoiou Wilder Morais (PL) e elegeu dois deputados estaduais: Dr. Amarildo e Neto Karfan.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.