terça-feira, 6 de outubro de 2026

Apoio de Daniel e Caiado a Flávio mira a eleição de 2028

Wilson Silvestrepor em
Apoio de Daniel e Caiado a Flávio mira a eleição de 2028
Ainda mais se Caiado também for anunciado ministro de um eventual governo Flávio - Ilustração: Takeshi Gondo

Um apoio engajado de Daniel e Caiado a Flávio Bolsonaropode ser o primeiro passo de uma aliança maior para a eleição de Prefeito de Goiânia em 2028

 

No Brasil, pode-se dizer que se vive em eterna campanha política, já que a cada dois anos tem eleição. O político, aquele profissional, dificilmente disputa um pleito sem pensar no próximo. Por isso, um apoio engajado de Daniel Vilela (MDB) e Ronaldo Caiado (PSD) a Flávio Bolsonaro (PL), a ser anunciado nesta terça-feira (6), pode ser o primeiro passo de uma aliança maior para a eleição de Prefeito de Goiânia em 2028, ainda mais se Caiado também for anunciado ministro de um eventual governo Flávio.

À primeira vista, pode parecer até exagero. Mas o serpentário político alardeia que o prefeito Sandro Mabel (União) não deve disputar a reeleição. O cargo, segundo aliados, não lhe coube tão bem quanto a vaidade sugeria, e a lista de pretendentes à sucessão só cresce. Entre eles, Bruno Peixoto (União Brasil), que coleciona muitas frustrações. Foi barrado por Caiado em 2024 e deixado de fora da vice na chapa de Daniel Vilela. O que vê é o Paço Municipal como o prêmio de consolação à altura a ser buscado na eleição de 2028. Por outro lado, Fred Rodrigues (PL), o nome mais forte do bolsonarismo na Capital, nunca escondeu a sua vocação parlamentar e deve optar por continuar na Câmara dos Deputados.

Sem Mabel na disputa e sem Fred interessado, a aliança entre a base governista e o PL deixa de ser fantasia e pode nascer em torno do próprio Bruno, ou de outro nome, como Ana Paula Rezende (PL), que hoje está na legenda bolsonarista, mas tem história no emedebismo. Tudo pode começar agora, com o apoio governista a Flávio Bolsonaro, afinal, na política, pontes raramente se erguem de uma vez.

Wilder não vai ao palácio
Foi confirmada a vinda do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) a Goiânia nesta terça-feira (6), numa articulação de Gustavo Gayer e Major Vitor Hugo, do PL, para o anuncio do apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e do governador Daniel Vilela (MDB) ao presidenciável. O presidente do PL de Goiás, Wilder Morais, disse à coluna que não vai. “Me convidaram de última hora e estou em Brasília.” O fato é que Gayer e Vitor Hugo sempre foram aliados de Ronaldo Caiado e Daniel e disfarçavam isso, mas agora escancararam.

Forte, mas nem tanto
Em que pese o mérito da vitória de Gustavo Gayer para para o Senado, ele não teve o mesmo sucesso que seu colega de partido, Nikolas Ferreira (PL-MG), que elegeu vários aliados em Minas Gerais. O bolsonarista não conseguiu eleger Ismael Alexandrino (PSD) e nem Ethiene Gayer (Mobiliza).

Erro de 27 mil votos
A força do voto de legenda do PL é tanta que quase 27 mil eleitores do Distrito Federal digitaram 22 na urna com a intenção de votar em Celina Leão (PL-DF), convencidos de que ela estava na mesma legenda de Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Bia Kicis (PL-DF). Um prejuízo e tanto, já que a pepista ficou a apenas 1.089 votos de faturar a eleição ainda no primeiro turno.

Oposição anunciada
O ex-governador Marconi Perillo (PSD) disse a auxiliares mais próximos que, ao contrário de Ronaldo Caiado (PSD), que passou os dois mandatos sem oposição, o mesmo não vai ocorrer com Daniel Vilela (MDB). Marconi anuncia que será um crítico propositivo da gestão do emedebista. “Vou apontar erros e propor solução, mas com cobranças pontuais”, disse o tucano a alguns assessores.

Cambão, líder de votos
O deputado Wilde Cambão (União Brasil) emergiu das urnas como o campeão de votos no Entorno de Brasília. Teve 53.550 mil votos, 1,47% dos válidos. O feito, segundo Cambão, é a junção de “muito trabalho, entregas de benefícios à população, a ajuda de lideranças políticas e o reconhecimento da população à nossa atividade parlamentar. Que Deus ilumine a todos e dê sabedoria para que possamos continuar essa jornada”, disse à coluna.

MDB neutro, Temer não – Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que as urnas mostraram que o “povo brasileiro” deseja mudança. Apesar do anúncio, o MDB vai manter a neutralidade na eleição presidencial.

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