Arrecadação estadual cresce 17,9% no primeiro mês do ano
Impulsionada pelo setor de combustíveis, a arrecadação bruta do Estado experimentou salto real de 17,85% no primeiro mês do ano, na comparação com janeiro do ano passado, em dados já atualizados com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A valores de janeiro deste ano, a arrecadação aproximou-se de R$ 3,639 bilhões, num recorde para o mês desde o começo da série história mais recente da Secretaria da Economia de Goiás, iniciada em 2018. O desempenho foi resultado de um avanço de R$ 551,169 milhões em relação a um total ligeiramente abaixo de R$ 3,088 bilhões no mesmo mês de 2025.
Dois terços do ganho anotado vieram da cobrança de impostos em geral sobre as vendas de combustíveis em todo o Estado, gerando uma receita de R$ 729,336 milhões, equivalente a 20,04% da arrecadação bruta total realizada no mês passado. Em igual período de 2025, o fisco havia arrecadado R$ 384,466 milhões no mesmo setor, que chegou a responder, no entanto, por 12,45% das receitas totais. Com participação de um quinto no total de recursos arrecadados no mês inicial deste ano, os combustíveis contribuíram com 62,57% para o crescimento geral da arrecadação, acrescentando algo como R$ 344,870 milhões ao resultado final.
A segunda maior contribuição veio do segmento de energia elétrica, numa combinação de algum incremento na demanda e reajuste tarifário, o que determinou um incremento médio de 18,55% para a tarifa no Estado a partir de 22 de outubro do ano passado. Aparentemente, diante do salto observado, a arrecadação nesta área deve ter respondido a alguma ordem de fatores adicionais, já que a arrecadação aumentou em nada menos do que 101,88% entre janeiro do ano passado e o mesmo mês deste ano, avançando de R$ 108,094 milhões para R$ 218,216 milhões, perto de R$ 110,122 milhões a mais, numa contribuição de 19,98% para o aumento da arrecadação observado para o conjunto da economia goiana. O dado de janeiro superou em pouco mais de 34% os valores mensais arrecadados em média ao longo do ano passado, reforçando a atipicidade aparente dos resultados no setor no mês passado.
Tendências opostas
Atacado e varejo seguiram tendências opostas neste comecinho de ano, com o primeiro alcançando resultados mais favoráveis e recuo para o segundo setor. Embora a variação tenha sido modesta quando comparada à média geral, os dados da Secretaria da Economia registram uma elevação de 4,09% em termos reais para a arrecadação no comércio atacadista e de distribuição, passando de R$ 542,332 milhões para R$ 564,520 milhões entre janeiro do ano passado e igual período deste ano, significando um incremento de R$ 22,187 milhões. Mas o comércio varejista registrou perda de 4,04% em sua arrecadação, que recuou de R$ 523,289 milhões para R$ 502,127 milhões, quase anulando o ganho alcançado pelo setor atacadista ao anotar perdas de R$ 21,162 milhões.
Balanço