Arrecadação salta 12,2% em julho e acumula recorde em sete meses
Com a contribuição praticamente exclusiva do pelo Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a arrecadação bruta de impostos em Goiás passou a acumular perto de R$ 23,812 bilhões nos sete primeiros meses deste ano, em valores reais, marcando novo recorde na série histórica mais recente da Secretaria da Economia, iniciada em 2018. Na comparação com os mesmos sete meses do ano passado, os números oficiais, devidamente atualizados com base no do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam elevação de 4,06%. Para relembrar, durante o primeiro semestre deste ano, a gestão fiscal havia realizado um aumento real de 2,56% diante dos mesmos seis meses do ano passado.
O desempenho em julho determinou uma aceleração no ritmo de crescimento das receitas ao longo do ano, com alta de 12,22% em relação ao mesmo mês do ano passado e um ganho mensal de R$ 406,686 milhões – equivalente a 43,7% do aumento acumulado em sete meses. A arrecadação passou de R$ 3,329 bilhões, no dado de julho de 2025, para R$ 3,735 bilhões, segundo melhor resultado para o período, perdendo apenas para os R$ 3,812 bilhões arrecadados em julho de 2024. Entre janeiro e julho, a arrecadação a valores reais saiu de R$ 22,822 bilhões no ano passado para R$ 23,812 bilhões neste ano, num incremento de R$ 929,865 milhões em termos absolutos.
Considerando as principais fontes de receitas, o ICMS teve sua arrecadação elevada de R$ 2,676 bilhões para R$ 3,115 bilhões entre julho do ano passado e o mesmo mês deste ano, correspondendo a uma variação real de 16,39%. Ainda na mesma comparação, o imposto trouxe para o caixa estadual uma receita adicional de R$ 438,721 milhões – vale dizer, excluído o ICMS, os demais impostos e tributos sofreram baixa de 4,91%, com a receita bruta recuando de R$ 652,138 milhões para R$ 620,103 milhões, numa perda de R$ 32,035 milhões compensada com sobras pelo incremento observado para o ICMS. Sua participação na arrecadação geral foi elevada de 80,41% para 83,40% considerando os dados de julho apenas.
Impulso
A contribuição do ICMS ganha ainda maior destaque quando considerados os números acumulados nos sete meses iniciais de cada exercício. Neste caso, o imposto gerou um ganho de R$ 1,501 bilhão ao avançar de R$ 18,062 bilhões para R$ 19,564 bilhões, variando 8,31% depois de descontada a inflação. A fatia do imposto na arrecadação total do período saiu de 78,94% em 2025 para 82,16% no acumulado entre janeiro e julho deste ano. Repetindo o exercício anterior e excluindo do ICMA da conta, as demais receitas sofreram tombo de 11,86%, o que correspondeu a uma perda de R$ 571,553 milhões. Para deixar mais claro, os demais tributos produziram uma arrecadação de R$ 4,248 bilhões nos sete meses iniciais deste ano, o que se compara com praticamente R$ 4,820 bilhões em idêntico período do ano passado.
Balanço
Ainda entre os principais tributos, na comparação mensal, as principais perdas vieram do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e dos grupos “outras receitas” e “outros tributos”, com avanços para o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) e para as receitas aportadas pelas empresas incentivadas ao Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege Goiás). Muito embora todos aqueles itens tenham encerrado os sete primeiros meses deste ano com perdas frente a igual intervalo de 2025.
Considerando apenas o desempenho em julho, o IPVA encolheu de R$ 217,796 milhões para R$ 193,104 milhões, em queda de 11,34% em termos reais, algo como R$ 24,692 milhões a menos (flutuação que explica 77% do tombo registrado pelo conjunto dos impostos quando excluídas as receitas do ICMS). As “outras receitas”, incluindo aquelas de caráter não tributário, registraram baixa de 11,72%, caindo de R$ 147,166 milhões para R$ 129,914 milhões (em torno de R$ 17,252 milhões a menos).
No grupo “outros tributos”, a perda mensal atingiu R$ 3,720 milhões, com a arrecadação baixando de R$ 53,193 milhões para R$ 49,473 milhões, quase 7,0% a menos. Em sentido inverso, a arrecadação do ITCD experimentou alta de 7,04% ao avançar de R$ 76,134 milhões para R$ 81,494 milhões, com elevação de 5,24% par o Protege, saindo de R$ 157,845 milhões para R$ 166,118 milhões.
Entre os principais setores de atividade, a variação cobrança de impostos sobre combustíveis e energia elétrica, em valores absolutos, respondeu por 47,5% do ganho realizado em julho para o total da arrecadação. No primeiro segmento, registrou-se alta de 19,28%, com as receitas subindo de R$ 790,498 milhões para R$ 942,899 milhões – o que elevou a participação do setor de 23,75% para 25,24% sobre a arrecadação total. A alta veio mais expressiva no setor elétrico, já que os impostos arrecadados nesta área subiram 25,16%, avançando de R$ 162,295 milhões para R$ 203,122 milhões. A indústria injetou R$ 740,695 milhões na arrecadação geral em julho deste ano, crescendo 15,55% em relação aos R$ 641,003 milhões arrecadados no mesmo mês do ano passado.
O desempenho acumulado em sete meses foi menos favorável para a maioria dos impostos, à exceção do ICMS, que deveu seu crescimento principalmente aos segmentos de combustíveis e energia, que somados responderam por 72% do aumento da arrecadação.
Houve baixas para a arrecadação do IPVA (-3,89%), Protege (-5,08%), ITCD (-5,57%) e para os grupos “outras receitas” (num tombo de 36,79%) e “outros tributos” (-9,22%). Em conjunto, todos esses setores geraram uma arrecadação quase R$ 583,487 milhões abaixo dos níveis acumulados entre janeiro e julho do ano passado.
Entre os setores de atividade, as principais contribuições para o ganho acumulado de R$ 929,865 milhões em relação aos sete primeiros meses do ano passado vieram dos combustíveis e da energia elétrica mais uma vez. Isoladamente, o primeiro setor foi responsável por nada menos de 71,12% do crescimento geral da arrecadação, já que o pagamento de impostos nesta área gerou uma receita de R$ 5,662 bilhões neste ano, até julho, diante de R$ 5,001 bilhões, em alta de 13,22%, significando um acréscimo de R$ 661,317 milhões.
O setor de energia elétrica, considerando geração, distribuição e transmissão, registrou elevação de 31,06% na arrecadação, que saltou de R$ 1,095 bilhão para R$ 1,435 bilhão, algo como R$ 340,056 milhões a mais.
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