segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Assembleia é caso perdido: sequer se promete acabar com as farras

Nilson Gomespor Nilson Gomes em
Assembleia é caso perdido: sequer se promete acabar com as farras
Alego - Foto: Divulgação

A Assembleia Legislativa de Goiás mudou de endereço, do Bosque dos Buritis para a beira da BR-153, mas não de práticas. Aliás, mudou, sim, para pior: a sucessão de escândalos se intensificou. A mais prejudicial das farras, financeiramente falando, foi também a que rendeu as manchetes nacionais: o excesso de servidores de livre nomeação. A mídia nacional, inclusive a Folha de S.Paulo, fez os cálculos e concluiu o que O HOJE estava noticiando havia meses: nenhum outro parlamento estadual ou distrital mantinha tantos aspones quanto o goiano. São quase 6 mil diretamente no quadro, além dos prestadores de serviços e dos contratados via agências. No Senado, são 12; na Alego, quase 150 por deputado. A essas vergonhas se somam as milionárias viagens, as caminhonetes, os comícios e milhares de diárias.

Agora, a má notícia: nada disso será resolvido, pois nenhum dos candidatos está sequer prometendo acabar com o descalabro. Quando a sociedade acha que pode contar com a chamada Casa do Povo, ela aprova a Lei Delegada (que autoriza o governante a ser ditador) e a Taxa do Agro (que tomou bilhões de reais dos produtores rurais em meio à maior crise já vivida no campo). O HOJE observou, nas ruas e na internet, a publicidade de candidatos a ocupar as cadeiras do Palácio

Maguito Vilela. Nenhum vídeo, card ou qualquer outra postagem fala em moralizar a gastança na Alego, principalmente com servidores.
Ou elimina-se essa deformidade de caráter dos deputados, ou aumenta-se o tamanho de seus gabinetes, que atualmente não comportam sequer 10 assessores. Enquanto isso, ficam 140 andando por aí, fugindo do serviço e recebendo. (Especial para O HOJE)

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