terça-feira, 7 de abril de 2026

Atenção, MP, PF e Justiça: é a semana mais podre da política

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 7 de abril de 2026
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Foto: Tânia Rêgo/ABr

Acabou com a Semana Santa o prazo para se filiar a partidos e concorrer em outubro próximo. Começou a Semana da Traição, período que os partidos têm para registrar seus novos integrantes e aí o bicho-papão entra sem dó. Tem pilantra que, apenas nestes dias muda de sigla várias vezes, vai para onde há grana viva, nada de caixa 1, daí as surpresas de hoje uma nominata contar com 42 pré-candidatos à Assembleia Legislativa e amanhã ter meia dúzia de três ou quatro. Se o Ministério Público e a Justiça Eleitorais forem moles, os bandidos vão deitar e rolar dinheiro sem dó. Com a Polícia Federal ausente, os marginais se esbaldam.

Direção de partidos que prestam tem pouco a fazer além de lamentar. Insetos que adoram a luz alheia sabem que vão perder nas urnas, mas ganhar na campanha (pegam R$ 200 mil, gastam 20 e embolsam os 180) e no mandato alheio, pois exigem cargos com possibilidade de roubar. Pessoas sérias estão acostumadas a conviver com a bandalheira e, entrevistadas sobre os vermes, apenas abrem os braços, nada há a ser feito. Porém, existe sim. Basta que entreguem os malfeitores nas redes sociais, de preferência com vídeos da extorsão.

Ratos que desejam concorrer abandonam o navio não pelo risco de afundar e sim porque alguma pocilga ofereceu mais. Qualquer diretório se transforma em muro de lamentações e dirigentes partidários sofrem na hora do cachorro doido, pois uivam de raiva dos vira-casaca. Única forma de moralizar este período putrefato seria com as autoridades agindo. Ainda está em tempo de PF, MPE e Justiça entrarem em campo e espalhar cartões vermelhos para os infratores.

(Especial para O HOJE)

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