Bandidos digitais aumentam perigo para dinheiro público
Era de vez em quando, agora é de vez em todo dia, vê-se nos grupos de WhatsApp alguém informando que seu celular foi clonado, que bandidos estão pedindo dinheiro em nome de alguém ou que houve algum dos muitos truques dos ladrões digitais. Nesta semana, ocorreu com uma prefeitura, a de Mozarlândia, no Vale do Araguaia. Como os bancos não tratam os órgãos públicos com a segurança que merecem, marginais hackearam as contas do Executivo. É o caso mais grave porque, em geral, nas cidades de porte pequeno e médio a prefeitura é o maior empregador, o maior cliente e o vetor da economia. Se um assaltante virtual rouba-lhe os depósitos, milhares de pessoas ficam prejudicadas.
A prefeita de Mozarlândia, Lucijane Alencar, teve a coragem e a transparência de vir a público e informar o crime de que foi vítima. No caso, as transações ilegais tiraram do município mais de R$ 3 milhões e 800 mil, uma fortuna nesses dias de pindaíba municipal. Quase sempre, os administradores preferem esconder os rombos, tentando não admitir que foram lesados. Lucijane está correta. O caso deixa lições aos prefeitos, que precisam qualificar seus auxiliares, ainda que no ramo da tecnologia haja carência até em Goiânia, quanto mais no interior. A Polícia Civil e o Ministério Público deveriam chegar firmes nos bancos acerca da proteção do patrimônio dos clientes. Outra atenção deve ser tomada quanto aos demais ordenadores de despesas, inclusive os diretores de escolas e os presidentes de Câmaras de Vereadores, que não têm suporte para barrar os bem preparados golpistas dos tempos modernos. (Especial para O HOJE)
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