Base de Daniel pode perder ‘excluídos’ para a oposição
Os evangélicos, sobretudo o segmento da Assembleia de Deus Campo de Campinas, e o grupo de Paulo do Vale (PSD) foram os grandes vencedores da guerra pela vice de Daniel Vilela (MDB). Conseguiram emplacar Luiz do Carmo (PSD) na chapa, mas, claro, não sem deixar corpos pelo caminho ou, em outras palavras, dissidentes. O mais ilustre deles é José Mário Schreiner (PSD), ex-deputado federal e presidente licenciado da Faeg, que levava na bagagem o apoio do setor produtivo, principalmente o agro, em 121 cidades. Além desse time, alguns prefeitos, vices e vereadores, mas mesmo assim foi preterido da chapa.
Nem Ronaldo Caiado (PSD) saiu ileso da queda de braços, isto porque o seu candidato para a vaga de vice era Adriano da Rocha Lima (PSD), primo e “primeiro-ministro” de seus governos. No fim, ficou pelo caminho, ao lado de Zé Mário. E é justamente daí que nasce o próximo capítulo: a diáspora do grupo derrotado. Zé Mário manteve o apoio público a Daniel, mas quem acompanha os bastidores sabe que o “está tudo bem” esconde grandes mágoas. “Ele engoliu, mas não esqueceu”, resumiu um aliado próximo, sob condição de anonimato.
Agora o grupo precisa decidir para onde levar seu capital político. O caminho mais provável é acompanhar o candidato a governador do PL, Wilder Morais, e sua vice, Ana Paula Rezende (PL). Afinal, o agro já tem afinidade com o bolsonarismo e o que mantinha o grupo com Daniel era apenas a possibilidade de Zé Mário ser vice. Uma ala menor, porém, deve seguir com Marconi Perillo (PSDB) e os oportunistas com Daniel Vilela (MDB). Sacramentado Luiz do Carmo na vice, Daniel confirma o seu favoritismo entre a classe média urbana, sobretudo os evangélicos, enquanto Wilder caminha para ser o candidato do agronegócio, movimento já antecipado por pesquisas alguns meses atrás. No entanto, Marconi é uma incógnita que pode surpreender e chegar ao segundo turno. Aí é outra história.
Entre o legado e uma “aposta incerta”
Marconi Perillo (PSDB) foi confirmado nesta quarta-feira (5) candidato a governador de Goiás. Fez um discurso crítico e indireto ao candidato governista, mas também ressaltou seu legado. “É uma eleição de riscos em relação ao futuro. O povo de Goiás não vai escolher entre dois candidatos. Vai escolher entre um legado e uma aposta absolutamente incerta”, pontuou.
Reeleição de Marussa
Frustrada sua participação como vice, José Mário Schreiner (PSD), mais do que nunca, terá que trabalhar para reeleger Marussa (Republicanos) para a Câmara dos Deputados, sob pena de sair desta eleição de mãos vazias. Segundo fontes do Republicanos em Brasília, a deputada tem ampliado seu capital de votos em todo o Estado.
Agenda de Wilder
Wilder Morais e sua pré-candidata a vice, Ana Paula Rezende, cumpre agenda no Entorno do DF nesta quinta-feira (6) e sexta-feira (7). Eles começam por Novo Gama, Valparaíso, Corumbá, Cocalzinho, Distrito Girassol, Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto.
Schmidt e Brant
A ex-secretária de Economia no primeiro governo de Ronaldo Caiado, Cristiane Schmidt, agrega sua reconhecida competência ao lado do também economista Roberto Brant na elaboração do projeto econômico do presidenciável do PSD, Ronaldo Caiado. Ela disse à Xadrez que pediu licença não remunerada da presidência da companhia MSGÁS, de Mato Grosso do Sul, para se dedicar ao plano econômico do PSD.
Intruso no PL
Danilo Faria (Solidariedade), pré-candidato a deputado federal e aliado de Gustavo Gayer (PL), tem incomodado o alto comando do PL. Além de ir à cata de voto bolsonarista por outra legenda, tem atacado o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nas redes sociais.
Olho no 2º turno – A escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice de Flávio Bolsonaro ajuda Arthur Lira (PP-AL) a virar o primeiro voto do bolsonarismo na disputa pelo Senado em Alagoas. Sinal de que o PP pode apoiar Flávio no segundo turno.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.