Bolsonaro em casa, Michelle ganha força junto à cúpula do PL
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, vai além de um ato de justiça humanitária. Ajuda, indiretamente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a ter maior interlocução junto à cúpula nacional do PL, principalmente com o presidenciável Flávio Bolsonaro. Isto porque as restrições impostas por Alexandre Moraes para contatos com o ex-presidente vão estar praticamente restritas à sua mulher. Até os filhos terão que passar pelo crivo do ministro Moraes.
Não é à toa que Flávio Bolsonaro tem se aproximado de Michelle por meio de amigos comuns, sendo que o primeiro gesto ocorreu na semana passada. Na comemoração de seu aniversário, Flávio foi o único dos filhos de Bolsonaro a fazer uma postagem alusiva à data. As mágoas acumuladas por ter sido praticamente ignorada nos eventos do partido tendem a ser algo do passado. A estratégia agora é todos remarem na mesma direção, pois o PL tem muitas arestas para serem aparadas nos Estados. No Distrito Federal, onde Michelle lidera a corrida para uma das vagas ao Senado, o partido não sabe o que fazer com o senador Izalci Lucas, que encerra o mandato em 2026.
Para piorar o quadro, Michelle declarou apoio à amiga Celina Leão (PP), pré-candidata ao governo. O mesmo ocorre com a deputada federal Bia Kicis, que bate o pé que disputa a segunda vaga ao lado de Michelle. Resta saber se o partido terá chapa para deputado federal e distrital, mas até agora pouco se sabe sobre os nomes que vão puxar votos para a legenda.
Prefeitos ainda não foram acionados
Com uma base de sustentação eleitoral com mais de 200 prefeitos, conforme fontes aliadas do pré-candidato governista Daniel Vilela (MDB), até agora nenhum deles recebeu a incumbência de bater de porta em porta para falar sobre o candidato de Ronaldo Caiado (PSD). Por enquanto, as conversas têm sido para organizar grupos que vão estar na linha de frente nas principais regiões do Estado.
Fator nominatas
Nos bastidores das três principais pré-candidaturas ao Governo de Goiás, os assuntos dominantes são reuniões, filiações de aliados e montagem de chapas para deputados federais e estaduais. Do lado da oposição, essa tarefa tem sido mais fácil devido a ter apenas um ou dois partidos como aliados. A dificuldade maior é na base de Daniel Vilela, que tem muita gente ‘brigando’ para ser indicado candidato, mas que não tem a maioria dos votos para eleger uma boa bancada.
Marca dos 100
O PL chega na reta final da janela partidária como o grande vitorioso, alcançando a marca de 105 deputados federais, a maior bancada de um partido na Câmara dos Deputados nos últimos 25 anos. E há expectativa de bater 112 deputados até o dia 3 de abril.
Bruno presente
“Não invejo a vida que leva o presidente da Alego, mas admiro sua capacidade de estar presente em muitos lugares e sua capacidade de trabalhar de domingo a domingo”, disse um ex-deputado à coluna. Ele diz acreditar que Bruno Peixoto pode ser vice e alavancar a candidatura de Daniel Vilela. É, pode ser.
PSDB e PL juntos?
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com o deputado Aécio Neves (MG) em busca do apoio do PSDB a Flávio Bolsonaro. A articulação mira ampliar o arco de alianças para além do bolsonarismo, tentando atrair partidos tradicionais de centro.
Dois palanques
Em Goiás, caso a aliança avance, Flávio Bolsonaro (PL) poderá contar com dois palanques no Estado: Wilder Morais, presidente local da legenda, e o ex-governador Marconi Perillo, do PSDB.
Perdas e danos – Do lado das perdas e danos, o União Brasil até agora é o partido que mais sofreu desfalque de assentos parlamentares, com três desfiliações. Em 2022, o União também foi o partido que mais perdeu parlamentares durante a janela partidária.