Bolsonaros penam com vice, mas o de Flávio é melhor que os de Jair
A ideia para 2026 era tirar a rejeição feminina com mulher na chapa, ainda mais depois do acessado vídeo de Michelle Bolsonaro
A CPI do INSS rendeu ao menos um vice para a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. É um carma para a família: os generais Hamilton Mourão (em 2018) e Braga Netto (em 2022) nada acrescentaram em votos para Jair, e agora seu filho penou até conseguir um companheiro de chapa. A ideia para 2026 era tirar a rejeição feminina com mulher na chapa, ainda mais depois do acessado vídeo de Michelle Bolsonaro.
Nem sempre funciona, se é que já funcionou. Quando Lula estava preso e Jair ganhou, cinco concorrentes tiveram mulher de vice: Ciro Gomes com a goianiense Kátia Abreu, Fernando Haddad com Manuel d’Ávila, Guilherme Boulos com Sônia Guajajara, Álvaro Dias com Cida Borghetti, Eymael Democrata Cristão com Heloísa Helena. Sem conseguir uma, Flávio ficou com um, Alfredo Gaspar, de Alagoas. Foi promotor de Justiça, o que vai repercutir no discurso de segurança. É do Nordeste, região em que o PT triunfa. Ex-calheirista, ajudando a rachar uma base petista. Está cercado de denúncias, esperado para quem colocou Lulão e Lulinha no alvo durante a CPI.
A receita para vice é acrescer com o diferente. Lula ganhou três acompanhado por antípodas: José Alencar (2002 e 2006) e Geraldo Alckmin (2022). Podem chegar a Flávio alegrias do mesmo poço de mágoas de Lula, a Comissão do INSS, o que torna Gaspar um vice também atraente. Os tesouros que sobem no balde são as três investigações sobre o filho do presidente, além de seu sócio Careca do INSS e de sua amiga Roberta Lobista. Alguma coisa o vice já rendeu. (Especial para O HOJE)
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.