Bolsopetismo, simbiose política que se alimenta do antagonismo
O lulopetismo, culto messiânico ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), explica muito da corrupção e da crise econômica que abriram caminho para a eleição de Jair Bolsonaro (PL), em 2018. A gestão bolsonarista, por sua vez, foi marcada por uma condução considerada desastrosa sob a ótica desenvolvimentista, embora seus defensores sustentem que houve redução dos esquemas de corrupção que marcaram governos anteriores. No entanto, a pandemia e os sucessivos confrontos com o Supremo Tribunal Federal (STF) contribuíram para o retorno de Lula ao Palácio do Planalto em 2022. Um acabou elegendo o outro e, ao que tudo indica, essa dinâmica pode se repetir em 2026, seja com Lula impulsionando um candidato do bolsonarismo, seja o contrário.
A explicação parece desnecessária, mas, após quase duas décadas de governos do PT, entre as gestões de Lula e Dilma Rousseff, o partido tem dificuldade para apresentar resultados além do assistencialismo social, estatais deficitárias e um rombo crescente nas contas públicas — R$ 53,3 bilhões apenas no mês de maio. Restou ao PT vestir novamente a camisa de defensor da democracia e dos mais pobres, enquanto aponta o bolsonarismo como uma ameaça à democracia. Tudo isso, na visão de seus críticos, com respaldo do STF e da grande imprensa.
Do outro lado, o bolsonarismo mantém o discurso de que o PT representa um risco de inspiração comunista, relembra o apoio aos governos de Cuba e da Venezuela e associa os escândalos do Mensalão e do Petrolão aos governos petistas. O resultado é um eleitorado novamente conduzido para uma disputa polarizada, cenário que interessa aos dois grupos políticos. O PT necessita do bolsonarismo para manter vivo seu discurso, enquanto o bolsonarismo também depende do PT para mobilizar sua base. Como o centro e a direita tradicional ainda não conseguiram romper essa polarização, resta ao eleitor aguardar os próximos movimentos do tabuleiro político.
Socorro para poucos do agro
A queda de braço entre o governo federal e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) preocupa produtores rurais e parlamentares ligados ao setor, especialmente em Goiás. Nos bastidores, cresce o receio de que o impasse comprometa o financiamento das próximas safras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já sinalizou que o espaço fiscal é limitado e avisou que poderá vetar integralmente o projeto caso o Congresso amplie o número de produtores beneficiados para além daqueles atingidos por eventos climáticos. Em ano eleitoral, avaliam parlamentares do setor, a disputa política acaba se sobrepondo às necessidades do campo.
Falta público
Lideranças políticas que acompanham a pré-campanha do governador Daniel Vilela (MDB) avaliam que suas agendas pelo interior de Goiás ainda não conseguiram mobilizar grandes públicos.
Segundo aliados, a maioria dos participantes é formada por apoiadores de vereadores e prefeitos locais. Sem um calendário robusto de inauguração de obras, a expectativa é que Daniel dependa cada vez mais do engajamento dos prefeitos aliados, que, até o momento, têm adotado postura discreta em relação à sua pré-candidatura à reeleição.
Feridas de guerra
O confronto entre Inglaterra e Argentina, marcado para quarta-feira (15), promete reacender antigas rivalidades.
Além da histórica disputa pelas Ilhas Malvinas — chamadas de Falklands pelos britânicos —, o duelo também remete à Copa do Mundo de 1986, quando a Argentina eliminou a Inglaterra com o histórico gol da “Mão de Deus”, marcado por Diego Maradona.
Marconi acelerado
Com a proximidade das convenções partidárias, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) intensifica as articulações para definir sua chapa majoritária.
Até o momento, apenas o procurador da Assembleia Legislativa, Yure de Castro (Cidadania), aparece como nome confirmado. Ainda faltam as definições para a vaga de vice-governador e uma das candidaturas ao Senado.
Chapa tucana
Entre os cotados para ocupar a vaga de vice estão Matheus Ribeiro (PSDB), Flávia Teles (PSDB) e Jalles Fontoura (PSDB).
Já a segunda candidatura ao Senado poderá ficar entre Benedito Torres (PSDB) e Ernesto Roller (PSDB). Antes de fechar a composição, no entanto, Marconi Perillo aguarda uma definição do PDT, que avalia apoiar sua candidatura em troca de espaço na chapa majoritária.
Dança das cadeiras
A reorganização interna do União Brasil continua após a saída de Ronaldo Caiado da legenda.
O movimento mais recente ocorreu em Santa Helena de Goiás, onde Ricardo Mendes, aliado da deputada federal Marussa Boldrin (Republicanos), deixou o comando do diretório municipal do partido. A expectativa é de que novas mudanças ocorram nos próximos meses.
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