Brasil, um país continental e rico, está reduzido a firulas de políticos
Agora, consideram morta a candidatura de Flávio Bolsonaro por um telefonema a sua madrasta, Michelle Bolsonaro
Em 1964, os militares derrubaram o presidente João Goulart, concluindo o golpe que articulavam havia 10 anos e só não deram em 1954 porque Getúlio Vargas se suicidou. O que Goulart fez de tão errado? Falou bobagem. Em 1989, na volta das eleições diretas, Fernando Collor impediu o crescimento de Lula ao apresentar uma ex-namorada a quem teria sugerido aborto. Em 2016, Dilma Rousseff sofreu impeachment por se recusar a receber parlamentares. Em 2022, Jair Bolsonaro perdeu a reeleição pelo motivo que custou o cargo a seu antípoda ideológico, falar bobagem. Agora, consideram morta a candidatura de Flávio Bolsonaro por um telefonema a sua madrasta, Michelle Bolsonaro.
Um país tão abençoado com riquezas naturais convive com a maldição de sofrer com políticos que o desconsideram. Inventaram que é indispensável ao presidente bajular ministros de tribunais superiores, líderes religiosos, banqueiros, ONGs, desocupados defensores do woke e partidos com fundões bilionários. Nada disso. Basta que administre bem, promova o desenvolvimento, invista na Educação de resultado, aplique na prevenção de doenças. Só isso.
A rigor, o que ocorre entre enteado e madrasta é problema a ser resolvido ao redor da mesa de jantar. Se o candidato é preto ou branco, evangélico ou ateu, nordestino ou sulista, olavista ou marxista, isso é problema dele, cabe ao eleitor votar pelo que se propõe a fazer, não pelos truques de marqueteiros ou conversas fiadas. Os dois melhores gestores que o Brasil já teve, Pedro II e JK, seriam execrados pela maior indústria nacional, a de fake news. (Especial para O HOJE)