BRB deixa de ser moeda política, vira indutor do desenvolvimento
O papel que a governadora Celina Leão (PP) imprime para o Banco de Brasília é o de indutor das conquistas da sociedade
Nos últimos anos, o conceito de banco mudou junto com os avanços tecnológicos. Não se resume a local propício para esfolar o coitado que carece de dinheiro emprestado. A novidade, com as fintechs, é participar dos sonhos, de crescer junto, de fomentar o progresso do lugar em que se insere. Ou seja, deixou de ser uma agência de agiotagem para ser um agente do desenvolvimento. O papel que a governadora Celina Leão (PP) imprime para o Banco de Brasília é o de indutor das conquistas da sociedade. Os maiores bancos que atuam no Brasil, principalmente os estrangeiros, vivem de exibir balanços com lucros bilionários para os acionistas e, na base da pirâmide, uma clientela açoitada pelos juros de cartões de crédito, empréstimos a taxas exorbitantes e outras formas de extorsão.
Um banco público, espectro do BRB, não é moeda política. Deve ser usado como o Governo Federal tem agido com a Caixa Econômica, que se transformou em sinônimo de moradia própria, de financiamento estudantil e outras formas populares de atender a quem necessita. Claro, a Caixa também lucra, também dá alegrias a seus acionistas. Mas um banco não é apenas isso. Um banco é também o parceiro de que o microempreendedor precisa para ter capital de giro. É o socorro do cliente na hora da dificuldade, como a perda de uma safra, um sacolejo internacional que mude o cenário econômico. O Distrito Federal precisa do BRB para atender à vocação empreendedora de seus habitantes, para os quais os bancões sequer olham a não ser para drenar seus trocados, e o Banco de Brasília vê como retratos de vencedores. (Especial para O HOJE)
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