sábado, 5 de setembro de 2026

Briga não é Moraes x Mendonça, mas do Brasil contra o abismo

Nilson Gomespor em
Briga não é Moraes x Mendonça, mas do Brasil contra o abismo
Entre Alexandre de Moraes e André Mendonça não há uma rusga, mas um imenso fosso ético, o 1º em seu fundo, o 2º a insistir para o Brasil se livrar Foto: Gustavo Moreno/STF

A polarização política criou um clima de Vila x Goiás para tudo que envolve o Supremo Tribunal Federal, como se o guardião da Carta da República fosse um ringue. O fanatismo cega, portanto, é inservível a análise de quem respeita determinado ministro partidário desse ou daquele candidato. Entre Alexandre de Moraes e André Mendonça não há uma rusga, mas um imenso fosso ético, o 1º em seu fundo, o 2º a insistir para o Brasil se livrar. O duelo está ocorrendo entre a paz social no Brasil e o abismo do desrespeito às instituições. Parlamentares e seus áulicos na mídia estabeleceram uma guerra ideológica para algo que diz respeito a carcereiros, que já deveriam estar cuidando não apenas de Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, mas também de seu interlocutor nos difíceis momentos que antecederam sua prisão.

É inaceitável um ministro da Suprema Corte assessorar o cliente de sua mulher como se fosse mero advogado de porta de cadeia. Como diz um aliado seu, nunca houve tamanho assombro na história deste País. O que o governo estabelece como briga de AMs é o mais prejudicial escândalo com a Justiça no Ocidente, inédito mesmo nas republiquetas da América Latina. Para a esposa, um contrato de R$ 131 milhões e outro de R$ 50 milhões. Para os filhos do ministro, R$ 300 mil em cada compra com cartão do Master; para os do procurador-Geral da República, passagens e eventos no exterior. Neste momento, os dois Marcolas (o do PT e o do PCC), Lulinha, Beira-Mar, os ex-governadores do Rio de Janeiro e outros do gênero estão se sentindo simples batedores de carteira. (Especial para O HOJE)

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