Brigas em municípios mostram que o goiano faz eleição distrital
Nas grandes democracias, como os Estados Unidos, as eleições parlamentares são distritais. No Brasil, quem torna regionais as disputas é o eleitor. Mesmo não sendo oficial, o sistema mostra sua força nas urnas. Exemplo: um vereador sai candidato à Alego e não ganha, mas em sua cidade é o mais votado, supera até as grandes lideranças do Legislativo goiano.
No Estado todo, antigos aliados se unham. Em Rio Verde, no Sudoeste, haverá duas brigas boas, uma para deputado federal, entre Marussa Boldrin e Lucas do Vale, outra para estadual, Lissauer Vieira x Paulo do Vale. Na Grande Goiânia, a luta será maior em Inhumas, com Lucas Calil enfrentando Fabianne Leão. No Entorno de Brasília haverá grandes embates. Em Valparaíso, a luta se dará entre Lêda Borges e Pábio Mossoró por uma vaga na Câmara dos Deputados. Com a vantagem distrital os mais votados a federal em Luziânia e Águas Lindas serão Célio Silveira e Hildo do Candango; a estadual em Planaltina e Novo Gama serão o prefeito Delegado Cristiomário e a primeira-dama Joscilene Mangão. No Vale do São Patrício, Goianésia passou décadas elegendo parlamentares federais de alto nível, Jalles Fontoura e Vilmar Rocha, além dos estaduais Hélio de Sousa, Renato de Castro e o casal Mara e Gilberto Naves. Atualmente, só lhe resta José Machado, do baixo clero na Alego.
A estratégia se complica em casos como o de Anicuns, que aos nomes próprios se somam os que trabalham pela cidade em virtude de apoios de lideranças. Na apuração, ninguém se destaca, os locais perdem e os de fora ganham votos, mas tão poucos que não ficam comprometidos.(Especial para O HOJE)