Caiado cada vez mais distante da pré-campanha de Daniel Vilela

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 4 de julho de 2026
Caiado cada vez mais distante da pré-campanha de Daniel Vilela
Ao anunciar o presidente nacional do PSD como seu vice, Ronaldo Caiado se distancia da pré-candidatura de Daniel Vilela Ilustração: Takeshi Gondo

Ao anunciar o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como seu vice na chapa presidencial, Ronaldo Caiado se distancia da pré-candidatura de Daniel Vilela (MDB) à reeleição para governador. Esse cenário não é nada bom para quem contava com os 80% de aprovação do então governador Caiado. Até o momento, Daniel não conseguiu atrair esse cidadão-eleitor para sua reeleição. Essa realidade pode ser constatada nos índice de intenção de votos colhidos pelos variados institutos de pesquisas. Neles, Daniel se mantém estacionado na faixa de 30% a 35%, seguido, em alguns casos, bem de perto por Marconi Perillo (PSDB).

Se considerar que faltam, a partir deste sábado (4), apenas três meses para o primeiro turno das eleições gerais de 4 de outubro, só se ocorrer uma hecatombe com Marconi Perillo e Wilder Morais (PL) para evitar um segundo turno em Goiás. A esta altura da pré-campanha, era para o pré-candidato governista estar numa boa vantagem em relação aos seus concorrentes. Soma-se aos desafios de Daniel o fato de não poder mais participar de inaugurações, principalmente no programa Goiás Social, a porta da esperança política para popularizar o governador.

As pesquisas também mostram que a pré-candidatura de Ronaldo Caiado para presidente da República oscila entre o segundo e terceiro lugares em Goiás, perdendo até para Lula. Esses números são um sinal de que Daniel e Caiado estão distantes dos corações e mentes de uma grande parcela dos goianos. Alguns prefeitos da base governistas estão inquietos com as andanças de Marconi pelo interior. Avaliam que o ex-governador tem batido com força na gestão Caiado/Daniel e diminuído o índice de rejeição.

Recado de Kassab

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (PSD), que de bobo não tem nada, mandou recado para setores do mercado financeiro, do agro e do meio evangélico, que ainda flertam com o bolsonarismo: “Lula perde para o Caiado no segundo turno, mas ganha do Flávio”.

Marconi ‘colado’…

… em Daniel Vilela (MDB) na disputa para o Palácio das Esmeraldas. É o que mostra o instituto Pesquisa e Opinião de Mercado, com registro no TSE sob o número GO-8963/2026. Embora seja um recorte de momento, confirma o avanço de Marconi Perillo (PSDB), ‘colado’ em Daniel Vilela (MDB). Na estimulada, Marconi tem 33% de intenção de votos contra 31% de Daniel Vilela (MDB), seguido por Wilder Morais (PL) com 15%, Luis Cesar (PT) 1% e não sabe 15%. Na espontânea, Daniel 12%, Marconi 9%, Wilder 4% e Luis Cesar 1%. Chama a atenção os 68% que não sabem ou não responderam.

Rejeição em queda

Chama a atenção na pesquisa Lupa a queda na rejeição de Marconi Perillo: 23%, índice bem abaixo dos quase 30% em outras pesquisas. Esse percentual coincide com os 31% que não rejeitam nenhum candidato. Mas, como as pesquisas variam muito por conta da volatilidade do eleitor, esses números vão sofrer variações para mais ou para menos. Isto vai depender do desempenho de cada pré-candidato. A conferir.

Wilder no seminário

O senador Wilder Morais (PL), pré-candidato ao Governo de Goiás, participou nesta sexta-feira (3), no Rio de Janeiro, do 3° Seminário Nacional de Comunicação do PL. O encontro objetiva preparar o partido para a disputa eleitoral no ambiente digital, ferramenta que é importante para alcançar o eleitorado. Além de Wilder, participaram o presidenciável Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, Sóstenes Cavalcante, Bia Kicis, Carlos Portinho, bem como Márcio Canella (União) e Rogéria Bolsonaro (PL), que buscam uma vaga no Senado.

Sorte da direita

Uma boa notícia para a direita: apesar de todos os problemas, Lula (PT) não atinge sequer 50% de aprovação. O que sustenta o petista é a memória de eleitores mais velhos e pobres, que viveram uma certa bonança econômica em seus primeiros mandatos. Por outro lado, a outra metade do País não esquece do Mensalão, do Petrolão e das fraudes no INSS.

‘Descolar’ do bolsonarismo – Aliados de Ronaldo Caiado (PSD) admitem, nos bastidores, que a única chance do ex-governador se destacar na campanha é se ele se descolar do bolsonarismo e apresentar propostas além do “eu fiz em Goiás”.

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