Caiado caminha para trocar disputa presidencial por vaga no Congresso
Depois das últimas pesquisas em que os números não foram nada favoráveis à disputa para presidente da República, o governador goiano, Ronaldo Caiado (União Brasil), pode desistir da caminhada e disputar uma vaga no Congresso. Esse assunto tem ganhado força nos últimos dias entre aliados da base governista. Em conversas com a coluna, quando perguntados sobre o fraco desempenho do governador na corrida presidencial, as respostas são parecidas: “Caiado vai disputar o Senado e Dona Gracinha pode ser sua primeira suplente ou candidata a deputada federal”.
Essas lideranças reforçam a tese de que, se Caiado vier para a chapa majoritária e conseguir dividir o PL, a “gente pode vencer no primeiro turno”, conta um prefeito do Entorno de Brasília. É fato que o governador, aos 76 anos, não tem vocação para aposentadoria política, além disso, na disputa para o Senado e com a avaliação de seu governo acima da média brasileira, tem tudo para eleger seu sucessor, o atual vice, Daniel Vilela (MDB). Outro ponto que justifica essa especulação sugere Gracinha Caiado na disputa para vaga de federal. Por liderar na intenção de votos, ela levaria de ‘arrasto’ mais dois deputados federais.
Se eleger Daniel, Caiado chega ao Congresso a passos largos com um ativo de quatro deputados federais e um senador. Em tese, essa tem sido a discussão entre lideranças aliadas do governador, mas a oposição capitaneada pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL) não estão “sentados à beira do caminho vendo a caravana de Caiado passar”. Vão levar a disputa com o grupo de Caiado até o fim, dizem aliados do tucano e de Wilder.
Aos amigos, momento de reflexão
A desistência de Caiado em disputar a Presidência da República ganha o noticiário nacional. A jornalista Denise Rothenburg, do Correio Braziliense, registrou que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tem dito que “desistiu da candidatura presidencial”. “Até aqui, Antonio Rueda não fechou a preparação da pré-campanha.” Não é novidade para ninguém que Rueda deu uma rasteira em Caiado ao não apoiar seu nome. O acordo foi fechado quando houve o entrevero com a troca de comando do União Brasil em 2024. “Rueda, para tristeza de muita gente no partido, rifou a pré-campanha de Caiado”, finaliza Denise.
Despedida em 4/4
As movimentações políticas e administrativas no Palácio das Esmeraldas são cada vez mais intensas no gabinete do vice, Daniel Vilela (MDB). Sinal de que a expectativa de poder chegou antes do dia 4 de abril, prazo final para Ronaldo Caiado passar o comando do Estado ao seu vice. Antes desta data, o governador deve anunciar seu destino político.
Indicadores criminais
Por falar no final da gestão Caiado, o governador apresenta, nesta segunda-feira (19), às 9h, os indicadores criminais de Goiás referentes ao ano de 2025. O evento foi realizado no Auditório Mauro Borges, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia. Os dados são provenientes do Observatório da Segurança Pública e foram consolidados pela Gerência do Observatório de Segurança Pública (Geosp), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SPP).
Lucas quase 100%
Mesmo com uma baciada de pré-candidatos a deputado federal por Rio Verde, a maioria dos vereadores do Legislativo local hipotecaram apoio ao deputado estadual e pré-candidato a federal Lucas do Vale (MDB). Além desse reforço na base, Lucas conta com um grupo forte no município nesta campanha eleitoral, liderado pelo prefeito Wellington Carrijo (MDB), ao lado do ex-prefeito Paulo do Vale (União Brasil), que disputa vaga de deputado estadual.
Longe do PT
No PSB do DF, cresce a avaliação de que a candidatura de Ricardo Cappelli deve ser mantida, sem apoio a um nome do PT. A leitura é de que a fragmentação aumenta as chances de um segundo turno, no qual toda a oposição tenderia a se unificar contra Celina Leão (PP).
Lula cutuca a onça – O presidente Lula não perde a oportunidade para cutucar o colega dos EUA, Donald Trump. Em artigo no jornal The New York Times neste domingo (18), o brasileiro diz que a ação de Trump na Venezuela é uma “violação do direito internacional”.