“Caiado candidato a deputado” e “Marconi com Nerso da Capitinga”
A chegada do fim do prazo (início de abril) para filiações partidárias deixa em ebulição o mundo político. A todo minuto saem conversas e a primeira derrota da eleição é a da verdade. Algumas das que circularam quarta e quinta-feira, 18 e 19, apenas as que têm o governador Ronaldo Caiado como protagonista: “Vai ser vice do Flávio Bolsonaro”,
“Candidato a senador com a Dona Gracinha Caiado de suplente”, “Certeza que será deputado” e Ronaldo Caiado isso, Ronaldo Caiado aquilo. A de maior repercussão foi essa de o casal Caiado na mesma vaga ao Senado, acompanhada de outra: Nerso da Capitinga já teria sido sondado por integrantes do grupo de Marconi Perillo (PSDB) para atuar na campanha. Calma que o contexto vem a seguir.
Nerso é um personagem do ator mineiro Pedro Bismarck, famoso na Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio (1931/2012). Em 1998, Iris Rezende era ministro da Justiça e seu irmão Otoniel Machado, seu 1º suplente, ocupava sua vaga no Senado. Sua mulher, Íris Araújo, ficou de 1ª suplente de Maguito Vilela. Iris saiu a governador com mais de 80% das intenções de voto. Marconi começou com 6% e foi crescendo até explodir de vez quando apresentou o mote da panelinha, que significa amontoado de pessoas do mesmo grupo ou família. O termo virou o que hoje se chama meme. Resultado: por essas e outras, Iris perdeu para Marconi. Pelo que se fala, para evitar isso, Caiado não iria a
senador.
Há muitos exemplos (14 na última eleição) no Brasil de ex-governadores que se candidatam à Câmara dos Deputados. Ali Caiado fez história durante décadas, mas não parece querer voltar.