Caiado, Daniel Vilela e Arruda vão afinar o discurso com prefeitos

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 25 de julho de 2026 às 08:11
Caiado, Daniel Vilela e Arruda vão afinar o discurso com prefeitos
Ilustração: Takeshi Gondo

É nesse cenário que Ronaldo Caiado recebe, na quarta-feira (29), os prefeitos do Entorno do DF para um almoço

 

Almoço de político nem sempre é regado a iguarias finas e vinhos, mas, invariavelmente, é no trivial que se arquitete estratégias e aliados. É nesse cenário que o pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), recebe, na quarta-feira (29), os prefeitos do Entorno do Distrito Federal para um almoço em Brasília com três pratos e um apelo político. Entre os convidados, além dos prefeitos, o pré-candidato a governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), o empresário e presidente do PSD-DF, Paulo Octávio, o presidente do Avante regional, ex-senador Gim Argello e, claro, o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), um dos maiores interessados no capital político do Entorno.

Caiado quer mostrar aos prefeitos, e sobretudo a Daniel Vilela (MDB), que sua pré-candidatura a presidente existe além das fronteiras de Goiás. Para isso, escalou José Roberto Arruda (PSD) para carregar a bandeja do PSD no Entorno e no DF. O ex-governador, goste-se ou não, é hoje um dos poucos nomes do PSD que sorri para a pré-candidatura de Caiado ao Planalto. Em seguida, o prato principal, com nome e sobrenome: Daniel Vilela. De olho nos brasilienses que, por saudade ou pura preguiça de trocar o título, ainda votam em solo goiano. O mesmo ocorre com os mais de 100 mil eleitores do Entorno que votam no DF.

Tudo isso poderia parecer apenas cerimônia, um daqueles almoços em que se troca elogio por elogio, mas os números do TRE-DF explicam por que ninguém sairá da mesa de mãos vazias. Nesta eleição, o DF recebeu 12.884 eleitores do Entorno, enquanto 10.801 moradores da capital federal fizeram o caminho inverso e transferiram o título para as cidades goianas vizinhas. Um intercâmbio culinário que o trio faz questão de saborear, mas também para afinar o discurso em apoio a José Roberto Arruda para governador do DF, Daniel Vilela em Goiás e, naturalmente, Caiado para presidente da República.

Vinicius: “Unidos por Caiado, Daniel e Arruda”
A coluna ouviu o prefeito de Valparaíso, Marcus Vinicius (MDB), sobre esse encontro dos prefeitos do Entorno com Caiado, Daniel e Arruda. “Esse almoço vai unificar o discurso de apoio ao nosso presidenciável Ronaldo Caiado, à reeleição do governador Daniel Vilela em Goiás e de José Roberto Arruda no DF”, analisa. Vinícius ressalta que a região deu duas vitórias a Ronaldo Caiado e, “agora, unidos, vamos eleger Caiado presidente, Daniel governador de Goiás e Arruda no DF”. “Precisamos dos três para ajudar o Entorno avançar em mais conquistas sociais e econômicas.”

Mangão: foco 1º turno
Para o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL), o Entorno também tem um papel importante, não só na eleição para governador de Goiás com Daniel Vilela, Ronaldo Caiado presidente e José Roberto Arruda governador do DF, mas, sobretudo, para o Entorno. “Da minha parte, vou fortalecer a campanha de Daniel Vilela e Caiado na região e conclamar os meus colegas para fazer o mesmo, se possível, eleger Daniel no primeiro turno. Da mesma forma, ajudar Arruda a vencer a eleição do DF”, pontua Mangão. O prefeito diz que isso vai fortalecer muito a campanha.

Volta ao passado
Muito se esperava na esquerda goiana que, com a saída de Flávia Morais do PDT, o partido enfim voltasse às origens e caminhasse ao lado das demais siglas progressistas depois de anos de desencontros. A festa, porém, durou pouco. Agora é o PSB que ameaça pular do barco, caso a reivindicação de uma vaga ao Senado para Isaura Lemos não seja atendida.

PSB fora?
A saída do PSB seria uma baixa e tanto para a pré-candidatura de Luis Cesar Bueno, pois não se trata de uma sigla qualquer. É o segundo maior partido de esquerda do País. Se o PT souber de matemática, vai perceber que as contas fecham melhor assim: as duas vagas ao Senado com PSB e PDT, enquanto ao PSOL restaria a vice, espaço mais compatível com seu tamanho real nas urnas.

Fora dos debates – O presidente Lula (PT), que sempre se vendeu como bom orador, agora avalia não dar as caras nos debates. Sabe que carrega escândalos que os adversários não vão deixar de cobrar. Ruim para a democracia, que vive do confronto de ideias.

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