quarta-feira, 11 de março de 2026

Caiado e Daniel trabalham para cooptar lideranças de oposição

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 11 de março de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

Não causa espanto ou surpresa a investida do mandatário de turno, ou seja, quem está no poder para desidratar candidaturas concorrentes. Desde o momento em que o ser humano se aglutinou nas cavernas para fugir de predadores que a figura de um líder se fez necessária. A partir daí, nunca mais alguém liderou sozinho. Mesmo sendo ditador, sempre haverá alguém para contestar o poder. Em regimes democráticos é natural, depois de eleito, cooptar a oposição ou diminuir sua capacidade de crescer e ameaçar o vencedor.

Em Goiás não é diferente. O governador Ronaldo Caiado (PSD) trabalha para eleger seu sucessor Daniel Vilela (MDB), mas no caminho tem dois oponentes: o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL). Os dois têm o mesmo objetivo: desalojar do Palácio das Esmeraldas a era Caiado. Por conta dessa queda de braços, Daniel Vilela e Ronaldo Caiado buscam esvaziar ao máximo as lideranças que apoiam a oposição, principalmente quem foi eleito pelo PL de Wilder Morais. Esse esforço se concentra nos prefeitos eleitos pela legenda e tem surtido efeito. Tanto que, dos 26 eleitos, restam 16, mas a base caiadista quer mais.

Os governistas trabalham para que, no dia 14 próximo, em Jaraguá, onde será lançada oficialmente a pré-candidatura do vice, Daniel Vilela, a governador, estejam lá mais de 200 prefeitos, entre eles os eleitos pelo PL. A estratégia é mostrar aos resistentes em aderir que Daniel pode ser eleito no primeiro turno. Se no passado deu certo com a derrota do candidato do PSDB, José Eliton, a fórmula pode ser aplicada com sucesso. No entanto, os tempos e as circunstâncias são outras. Existe um desejo de mudanças pairando sobre as cabeças dos brasileiros e Goiás não está imune a esse pensamento coletivo.

Elite política do DF dividida sobre BRB
A oposição é a favor de manter o Banco de Brasília (BRB) sob controle do GDF, mas ao mesmo tempo é contra a transferência “do patrimônio dos brasilienses” ao banco estatal para garantir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões. Os nove imóveis seriam garantidos por meio de Fundo de Investimento Imobiliário (FII), mas existem resistências dentro da própria base do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Wellington ligado
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wellington Luiz (MDB), está com a agenda no limite. O dia começa às 7h e costuma avançar até as 23h. A maratona tem explicação: a crise provocada pela transferência de ativos de R$ 4 a R$ 6 bilhões do GDF para o BRB.

Belmonte na linha
Os tucanos do Distrito Federal estão bem animados com a pré-candidatura de Paula Belmonte (PSDB) ao Palácio do Buriti. A parlamentar já aparece em algumas pesquisas com quase 10% das intenções de voto. Sinal de que seu maior desafio é chegar ao segundo turno. Vai que chega!

Bom trânsito
A avaliação no ninho tucano e no Solidariedade, do aliado e ex-senador José Antônio Reguffe, é que, diferente de Celina Leão (PP) e José Roberto Arruda (PSD), que lideram as pesquisas, Belmonte tem um bom trânsito tanto no campo da centro-direita quanto na centro-esquerda.

Olha nós aqui!
Lideranças do Entorno voltaram a ter esperança de maior protagonismo político diante de uma eleição altamente polarizada para o Governo de Goiás. Cresce a avaliação de que, mesmo sem indicar o vice de nenhum pré-candidato, a região pode ser contemplada com uma supersecretária a partir de 2027.

País dos endividados – Mais de 80 milhões de brasileiros estão endividados. Sinal de que a transferência de renda por decreto não deu certo. Faltou combinar com a qualificação profissional e com o setor produtivo, que vê piora com a guerra EUA e Israel contra o Irã.

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