Caiado pode dar um ‘cavalo de pau’ na eleição e surpreender adversários
Prestes a completar 76 anos no dia 25 de setembro e mais de quatro décadas de embate como homem público, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), ocupa um espaço na galeria dos políticos singulares. Entre suas características marcantes, o pragmatismo se destaca por aplicar estratégias políticas que vão desde uma disputa eleitoral à montagem de chapas competitivas. É nesse contexto que observadores atentos avaliam que ele pode dar um ‘cavalo de pau’ em sua jornada política.
Seria uma jogada estratégica que daria um nó na oposição e poderia liquidar a eleição para governador de Goiás logo no primeiro turno. A ideia seria a de Caiado manter sua candidatura a presidente da República para contribuir na unificação do discurso da direita, centro-direita e dos conservadores. Paralelamente, seguiria articulando junto à base de sustentação do governo para reforçar o nome de Daniel Vilela (MDB) ao governo e Gracinha Caiado (União Brasil) ao Senado.
Com essa estratégia, ele manteria a base unida e montaria uma chapa para deputados federais competitiva. Mas, para surpresa de muitos, disputaria uma vaga de deputado federal com possibilidade de eleger uma boa bancada com a sobra de seus votos. Loucura? Não. Isto se chama pragmatismo, corrente filosófica que Caiado exercita desde sua juventude. Caso essa tese se torne realidade, a maioria dos prefeitos do União Brasil e de legendas aliadas seguiria o caminho traçado pelo governador. Além disso, ele poderia indicar o vice de Daniel sem provocar dissidências e deixaria a oposição na chuva.
Marconi na oposição e…
O ex-governador de Goiás e presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, não tem economizado nas críticas ao governo de Ronaldo Caiado-Daniel Vilela. Mesmo sem dizer publicamente que é pré-candidato a governador, suas articulações políticas sinalizam nessa direção. Apoiadores acreditam que na festa de comemoração dos 30 anos de filiação dele no PSDB, no dia 27 de setembro, Marconi será anunciado “nosso candidato a governador”. A conferir.
… Wilder em silêncio
Com um estilo mais contido e sem ‘esbarrar’ nas críticas ou mencionar que é candidato, o senador e presidente do PL goiano, Wilder Morais, adota uma estratégia de mimetizar o ambiente. Seus aliados dizem que ele se adapta ao bioma político sem bater de frente ou dar declarações polêmicas. “O senador acredita que tem muita coisa para acontecer até a proximidade das convenções”, diz um de seus aliados.
PL longe de Ibaneis
O anúncio da chapa liderada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para o Senado, Celina Leão (PP) governadora e na vice o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha (REP), mexeu com o serpentário político de Brasília. É que os bolsonaristas estão pintados para a guerra com Ibaneis e dificilmente haverá uma aliança, principalmente depois de circular nos bastidores a informação de que Gustavo Rocha é uma indicação de Alexandre de Morais, principal algoz da direita, notadamente do PL.
Rio Verde digital
Rio Verde caminha para figurar entre as cidades brasileiras mais tecnológicas na prestação de serviços públicos. Essa é a meta do prefeito Wellington Carrijo (MDB) que, depois do cão robô inteligente, agora coloca em operação um carro com inteligência artificial para monitorar a cidade e identificar lâmpadas queimadas, lixo descartado irregular e buracos nas ruas. “Nossa meta é dar respostas rápidas à população em suas demandas de serviços públicos para a população”, diz Carrijo.
Rogério está vivo…
… politicamente falando. Essa é a leitura que antigos aliados e vereadores fazem depois que ele andou sassaricando em Brasília. Para os mais atentos, Rogério não quer se limitar a prestar apenas consultorias e quer ter maior protagonismo nas eleições gerais em 2026. Descarta disputar cargo eletivo, mas nunca se sabe… Vai que cola!
Nada e morre na praia – A oposição ao governo Lula, principalmente o PL, está como um náufrago que luta para alcançar terra firme e, quando chega à praia, morre de exaustão. As ondas altas do STF, mídia tradicional e a esquerda liderada pelo PT nunca vão permitir um candidato de direita.