terça-feira, 8 de setembro de 2026

Caiado quer ser presidente, não cabo eleitoral de Daniel

Nilson Gomespor em
Caiado quer ser presidente,  não cabo eleitoral de Daniel
Durante o mandato, o titular facilitou para o vice, deixando-lhe cerimônias, inaugurações e demais chances de aparecer. E não lhe deu serviço, ou seja, eventual incompetência não emergiria - Foto: Divulgação

Tudo foi feito para Daniel Vilela (MDB) ser governador sem esforços. Virou vice de Ronaldo Caiado (PSD), rival triplamente histórico: seu, pois perdeu para ele em 2018; de seu pai, Maguito Vilela, que o derrotou em 1994; de seu partido, o MDB, que a família Caiado combate desde o século XIX

 

Tudo foi feito para Daniel Vilela (MDB) ser governador sem esforços. Virou vice de Ronaldo Caiado (PSD), rival triplamente histórico: seu, pois perdeu para ele em 2018; de seu pai, Maguito Vilela, que o derrotou em 1994; de seu partido, o MDB, que a família Caiado combate desde o século XIX. Durante o mandato, o titular facilitou para o vice, deixando-lhe cerimônias, inaugurações e demais chances de aparecer. E não lhe deu serviço, ou seja, eventual incompetência não emergiria. Após passar a faixa, Caiado cedeu ao MDB líderes arenistas e passou por cima dos interesses da própria mulher, Gracinha Caiado (UB), formando uma esdrúxula chapa de quatro candidatos ao Senado. Mesmo assim, permanece sem esperança de vencer no 1° turno, como ocorreu duas vezes com Ronaldo.

Temendo ascensão de Wilder Morais (PL) pela fidelidade dos bolsonaristas, de Marconi Perillo (PSDB) pelos porretes bem dados e de Luis Cesar Bueno (PT), que está crescendo graças a Lula, Daniel clamou a Caiado que se concentre em Goiás, deixe de ser presidenciável para se resumir a seu cabo eleitoral. A proposta indecente foi rechaçada, até porque Daniel em nada o ajuda: não conseguiu apoio do MDB de Estado algum nem do DF e rifou da vice seu primo Adriano Rocha Lima e seu amigo Zé Mário em troca do apoio nacional da Igreja Assembleia Madureira, o que não aconteceu. Em 90% dos lugares, MDB e caiadismo são água e óleo, finge amizade por depender de apoio. Ao pedir que Caiado permaneça em Goiás em vez de buscar voto fora, Daniel desfaz do sonho presidencial do padrinho e diz que ele não tem sequer a menor chance. (Especial para O HOJE)

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