Candidato a governador deve se movimentar enquanto há tempo
Para as candidaturas majoritárias, dinheiro nem sempre é decisivo
Eleição para deputado é fácil, basta comprar votos, o que os detentores de mandato nos Parlamentos fazem já a partir das eleições municipais. A vitória para federal custa R$ 40 milhões e, para estadual, R$ 10 milhões. Os atuais ocupantes da Assembleia Legislativa torraram montante muito maior em quatro anos de saques aos cofres públicos, sob a complacência das autoridades que deveriam ser responsáveis. Mas para as candidaturas majoritárias (governador, presidente da República e senador), dinheiro nem sempre é decisivo.
Em 2022, era tamanha a certeza de Marconi Perillo voltar ao Senado que duas das famílias mais ricas do Brasil indicaram seus suplentes, os Lage, bilionários goianos, e os Ermírio, multibilionários nacionais. Juntos, os 3 principais governadoriáveis não chegaram nem perto da gastança do senatoriável do PSDB. E deu em nada. O erro de Marconi se amplia porque não serviu de lição: neste ano, novamente, ele e seus adversários estão jogando fora um ativo irrecuperável, o tempo, que ainda existe, mas escoa veloz. Além de Marconi, Daniel Vilela (MDB), Wilder Morais (PL) e o ainda não indicado candidato do PT precisam se movimentar logo, pois em meados de agosto, quando a campanha deixar de ser pré, vai faltar tempo, ainda que sobrem recursos.
Vereador de distrito tem agenda mais apertada que os pré-candidatos ao governo. E suas aparições nada têm de estratégicas. Perdem semanas em compromissos inúteis e deveriam se concentrar em apenas quatro lugares: Entorno de Brasília, Grande Goiânia junto com Anápolis, divisa com Minas Gerais (Catalão, Itumbiara, Rio Verde e Jataí) e os estúdios de gravar vídeos. O restante é engodo. (Especial para O HOJE)