Candidatos precisam opinar sobre ferrovia de Aparecida a Brasília
Os dados são incertos, mas seria lucrativa uma ferrovia de Aparecida de Goiânia ao Distrito Federal. A discussão atravessa décadas, mas continua na pauta do dia. No entanto, os pré-candidatos à Presidência da República ainda não disseram sua opinião, até porque só discutem o que lhes interessa e o desenvolvimento de Goiás não está em pauta.
Ao longo do tempo, dissolveu-se a conversa de que fazer ferrovia é investimento alto demais. Se o dinheiro for da iniciativa privada, já descontam-se a morosidade e a corrupção. Ou seja, a obra é possível, até porque os maiores imbróglios seriam ambiental e de desapropriação. Aproveitada nos trechos possíveis, a proximidade do leito das rodovias BR 153 e 060 resolve ambos, pois não será necessário desmatar nem aterrar cursos d’água, além de as indenizações serem da época de JK.
No trem, é possível trabalhar na atividade-fim, chegar descansado ao destino, transportar mercadorias e fomentar o turismo. Os produtos da Grande Goiânia e de Anápolis, de verduras a fármacos, chegariam fresquinhos ao Plano Piloto.
O modelo viário brasileiro é anacrônico e precisa levar trilhos para o País inteiro. Já apelidada de TransPequi, a parte que nos cabe deste latifúndio chamado Orçamento da União entraria apenas para incentivar a implantação de fábricas, duplicando a área dos distritos industriais de Aparecida e Anápolis. Anvisa, Ibama e ICMBio não prejudicando…
(Especial para O HOJE)