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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Candidatos terão dificuldades para encontrar doadores de campanha

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 8 de janeiro de 2026
Candidatos
Ilustração: Takeshi Gondo

Desde a disputa eleitoral para prefeitos e vereadores em 2024 que o número de doadores de campanha caiu, embora o montante arrecadado tenha sido maior agora, nesta eleição geral que envolve candidatos para os Legislativos estaduais, Congresso, governadores e presidente da República. Essa escassez de apoiadores econômicos começou a raiar a partir de 2010, em pleno auge dos mensalões, compra de apoios parlamentares e gastança desenfreada com dinheiro do contribuinte.

Embora hoje seja mais raro, um outro tipo de recurso paralelo anda à solta e atende pelo codinome ‘emendas parlamentares’. Neste ano eleitoral, estão previstos no orçamento R$ 61 bilhões às excelências no Congresso. Essa montanha de dinheiro favorece quem detém mandato, seja de deputado federal ou no Senado. Desse modo, quem não tiver recurso próprio, um bom padrinho financeiro ou liderança que junte muitos votos pode ficar de fora.

Outro problema que deve afastar os escassos doadores de campanha eleitoral é o cerco que a Receita Federal montou, a partir de agora, para monitorar os passos de quem gasta além da declaração de renda. Essa mudança no comportamento arrecadatório do Governo Federal ainda é um campo desconhecido para coordenadores de campanha. No entanto, nas conversas com lideranças, o assunto tem sido ventilado como preocupante, principalmente na prestação de contas dos gastos.

Wilder pede prisão humanitária para Bolsonaro
Liderado pelo senador por Goiás, Wilder Morais (PL), vários colegas na Casa Revisora coletaram assinaturas e pediram ao STF a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Preso na Polícia Federal, fragilizado por quase dez cirurgias após a facada de Adélio Bispo em 2018, “correndo risco de vida”, Bolsonaro está isolado numa cela, “sem acompanhamento durante à noite, tanto que ele caiu da cama e só pela manhã foi notado”, segundo sua mulher, Michelle Bolsonaro.

Protesto do Prado
O deputado estadual Delegado Eduardo Prado (PL) discorda da nota publicada pela coluna nesta segunda-feira (5) que diz que o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) não tem oposição na Alego. Prado enumera as inúmeras denúncias contra ações do governador, entre elas a criação do Fundeinfra. “Não só eu, mas outros colegas também têm criticado o governo Caiado”, diz o deputado.

Rota do agro
Avança o processo de duplicação da BR-364, um dos principais corredores de escoamento de produção da Região Centro-Oeste. A retomada da obra, a partir de Jataí, Sudoeste Goiano, vai até Rondonópolis, no Mato Grosso. O projeto prevê 46 quilômetros duplicados, 149 quilômetros de faixas adicionais, 12 quilômetros de vias marginais e quatro passarelas.

Geneilton comemora
A obra é realizada pelo Grupo Way Brasil, que também vai instalar uma de suas sedes em Jataí. A previsão é de cerca de 100 empregos diretos, conforme anúncio do prefeito Geneilton Assis (PL) em suas redes sociais. Como bom liberal, ele comemora essa conquista repetindo seu mantra de gestor: “O melhor programa social e de governo é a geração de emprego”.

Ordem mundial
A violação do Direito Internacional pelos Estados Unidos e a prisão de Nicolás Maduro gerou muita falação e polêmica entre direita e esquerda, mas é supérflua. Potências hegemônicas sempre fizeram o que é de seu interesse geopolítico, de Esparta a Roma, da Inglaterra aos próprios americanos, nada mudou. A regra é: quem tem força dita a ordem. Quem não tem, se adapta a ela.

Bomba nuclear
O presidenciável Renan Santos (Missão) aproveitou a invasão à Venezuela para defender que o Brasil tenha uma bomba atômica. O último candidato a tocar nesse tema foi Enéas (ex-Prona), nos anos 1990. Hoje, diante das circunstâncias, não há como adiar mais a discussão. É, pode ser.

Tô nem aí – Os atuais mandatários dos três Poderes estão no ritmo da canção ‘Tô nem aí’, da cantora Luka, sucesso em 2015. Denúncias de corrupção dia sim e outro também, sem contar os privilégios a perder de vista, são encarados como normais na democracia do STF. Oremos!

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