Candidatura de Arruda entra no radar dos adversários e do STF
A maioria dos políticos pegos em malefícios que contrariavam as normas da lisura com o bem público tiveram seus processos julgados, extintos ou por falhas no de jurisdição. Quase todos estão de volta à vida pública, seja como eleitos prefeitos, governadores e para o Legislativo. Soma-se a eles o fim do escândalo da Lava Jato e do Mensalão, em que a maioria foi inocentado. Ninguém está preso e até receberam os bens apreendidos, sem contar os bilhões que confessaram haver surrupiado do contribuinte que retornaram para seus bolsos.
No entanto, sem entrar no mérito de ser justo ou não, soa estranho que se passaram 25 anos da data em que o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, hoje no PSD, continua sendo impedido pela Justiça de disputar qualquer cargo eletivo. Por mais que expliquem em juridiquês, não tem como entender se considerar que o ex-governador já foi punido inúmeras vezes. Mas, em política, quanto mais obstáculos o adversário tiver, melhor para se conquistar o poder. Que o diga a oposição liderada pelo PT, PSB, PCdoB, PSol, PDT, entre outros do campo de esquerda.
Essa turma torce para que Arruda seja alcançado pelo STF e afastado da disputa ao governo em 4 de outubro. Se acontecer de ele ficar inelegível, avaliam que será mais fácil derrotar a vice-governadora e candidata Celina Leão (PP). Eles também miram no governador Ibaneis Rocha (MDB), que pretende disputar o Senado. Do mesmo modo, o grupo de Celina Leão segue monitorando os passos de Arruda, isto porque algumas pesquisas o apontam como principal adversário dela.
Esquerda dividida ajuda Celina e Arruda
Analistas políticos que acompanham os bastidores dos partidos de esquerda e centro-esquerda no Distrito Federal avaliam que a divisão entre eles favorece o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) e Celina Leão (PP). No PT, a tendência é que Leandro Grass seja escolhido em convenção para disputar o GDF, mas tem pela frente Geraldo Magela. No PSB, Ricardo Cappelli sonha em ter um sinal do presidente Lula para ajudá-lo, reforço que só aconteceria se ele chegasse no segundo turno.
“Obrigado, Dr. Paulo”
O ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (União Brasil), deixou a Secretaria de Governo do prefeito Wellington Carrijo (MDB) para se dedicar mais à candidatura de deputado estadual. “Quero agradecer o Dr. Paulo pelo extraordinário trabalho realizado como prefeito e, por um breve momento, secretário de Governo. Sua passagem pela secretaria deixa um legado de organização, diálogo com todas as forças políticas e a sociedade”, disse Carrijo à coluna. O prefeito disse que vai continuar contando com sua experiência e orientações na gestão. “Minha lealdade à sua liderança será perene. Obrigado por tudo, Dr. Paulo!”
Nelto na estrada
Um dos favoritos à reeleição, o deputado José Nelto (União Brasil) praticamente mora dentro de seu carro, devido à sua assistência aos quase 50 municípios de sua base. Ele amanhece em Crixás, anoitece em Catalão e segue noite à fora. Sua logística envolve três motoristas e percorre 15 mil quilômetros por mês. Recentemente, passou a contar com o prefeito de Niquelândia, Eduardo Niqturbo (Novo), em sua base.
Iporá no buraco
A prefeita de Iporá, Maysa Cunha (Avante), tem enfrentado duras críticas nas redes sociais. Muitas ruas do município seguem intransitáveis diante da quantidade de buracos. Moradores questionam a qualidade do material usado nas operações “tampa-buraco”.
Pagou, levou
Ao vetar o Projeto da Dosimetria, Lula (PT) empurrou o Centrão para mais perto do bolsonarismo. Ainda assim, o grupo opera no “pagou, levou”. A derrubada do veto terá um preço: a retirada da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o apoio do clã a Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Dois vetos na ordem do dia – Senadores e deputados iniciam articulações para que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), e da Câmara, Hugo Motta (REP-PB), coloquem em pauta dois vetos do presidente Lula: as sobras dos restos a pagar e o PL da Dosimetria.