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sábado, 31 de janeiro de 2026

Carrijo e Leandro, dois prefeitos estratégicos para Daniel Vilela

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 31 de janeiro de 2026
Daniel Vilela
Ilustração: Takeshi Gondo

Faltam dois meses para que o vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), assuma o comando do Governo no Estado. Ele terá pela frente a missão de dar continuidade à gestão de Ronaldo Caiado (PSD), que vai disputar a Presidência da República e, fora do expediente, cuidar de sua campanha eleitoral e das tratativas com aliados. Como governador, Daniel não terá problemas para conduzir a máquina pública, afinal, ele participa de todas as ações administrativas ao lado de Caiado desde o 2023. Somam-se a essa vivência de pouco mais de três anos a permanência de auxiliares estratégicos e técnicos na condução da governança.

Entretanto, é no campo político que Daniel trabalha para que o seu partido, o MDB, esteja afinado com as estratégias da campanha. Para isso, conta com prefeitos aliados dentro de seu partido que, somados à legião de outras legendas que estão na base, fazem dele um candidato com musculatura política digna de Hércules. Mas dois prefeitos do MDB se destacam: Leandro Vilela em Aparecida de Goiânia e Wellington Carrijo, de Rio Verde. Pela sua importância econômica e política, principalmente no Sudoeste, Rio Verde será o polo aglutinador dos votos para Daniel na região. O prefeito do município, Wellington Carrijo (MDB), obteve a vitória com 69.209 votos válidos (62,67%).

Somado a esse capital político, o grupo de Carrijo em Rio Verde tem como líder o ex-prefeito e candidato a deputado estadual Paulo do Vale e seu filho, candidato a deputado federal, Lucas do Vale (MDB). O Dr. Paulo, como é conhecido no meio político, pode migrar para o PSD, agora sob o comando de Caiado, ou do MDB. Esse trio é a ponta de lança de Daniel no Sudoeste goiano e tem interlocução com os setores produtivos no agro e na indústria.
Quanto a Leandro Vilela, de Aparecida, foi eleito no segundo turno com 132.230 votos válidos (63,60%). Devido a estar ‘colado’ na capital, Goiânia, com quase 1 milhão de eleitores, aliados de Daniel calculam que ele dá a largada na corrida eleitoral com uma boa vantagem em relação aos concorrentes. Só nestes dois municípios comandados pelo MDB, são mais 201 mil votos válidos que, somados aos demais prefeitos aliados na Região Metropolitana de Goiânia e no Entorno de Brasília (quase 700 mil eleitores), a oposição não terá vida fácil.

Anápolis está com Daniel
O título afirmativo é voz recorrente na base de Daniel Vilela. Isso porque o prefeito Márcio Corrêa, eleito pelo PL, tem o DNA político no MDB. Por querelas na base caiadista na eleição para prefeito, foi costurado um acordo com o PL para ele ser abrigado na legenda. Deu certo. Recebeu apoio do partido, estrutura e a presença de Jair Bolsonaro, mas agora, faz o caminho de volta às origens. Se confirmar esse retorno, Daniel ganha um colégio eleitoral importante.

Nominata federal
A corrida dos pré-candidatos a deputados federais nos vários partidos da base de Daniel Vilela (MDB) e Ronaldo Caiado (PSD) intensificou a mudança de cenário. A coluna conversou com o deputado Adriano Avelar (PP), que busca a reeleição na federação União Progressista. Respondeu de pronto: “Nossa chapa está completa com Ronaldo Caiado presidente da República, Gracinha Caiado e Adriano Baldy senadores, Daniel Vilela governador e eu a federal”.

Paulo no Entorno
O ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (União Brasil), contraria os críticos de que ele não sai do Sudoeste. Pré-candidato a deputado estadual, ele tem percorrido o Estado todo na costura de alianças. Nesta sexta-feira (30), Paulo esteve no Entorno e teve uma boa conversa com o prefeito de Valparaíso, Marcus Vinicius (MDB).

PSD no páreo
Flávio Bolsonaro, o ‘herdeiro’ político do pai, o ex-presidente Jair, sentiu o golpe aplicado pelo movimento do PSD. A desistência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em disputar a Presidência da República e buscar a reeleição fez com que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, buscasse um novo caminho. Colocou o “bode na sala” do PL e do Centrão, ou seja, três pré-candidatos a presidente da República: Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite. Esse movimento fragmenta a direita e força o Centrão a se definir por Flávio Bolsonaro (PL), Lula ou uma terceira via com o PSD. A conferir.

Sonho adiado – Tarcísio de Freitas sepultou, até 2030, o sonho de disputar a Presidência da República. Vai disputar a reeleição em São Paulo e apoiar Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Com esse gesto, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve disputar o Senado pelo DF.

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