Celina amplia vantagem eleitoral e o PT se desespera
Para eleger Leandro Grass (PT) ao Governo do Distrito Federal, em várias ocasiões, Lula e seus associados de esquerda tentaram limitar os repasses do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF)
No petismo, como disse a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), faz-se “o diabo” para vencer uma eleição. O petista-mor, Luiz Inácio Lula da Silva, não seria exceção. Para eleger Leandro Grass (PT) ao Governo do Distrito Federal, em várias ocasiões, Lula e seus associados de esquerda tentaram limitar os repasses do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). Numa dessas investidas, o argumento era o de que, em ano de déficit fiscal da União, o repasse deveria ser menor, corte que poderia representar pelo menos R$ 1,8 bilhão já em 2027.
Só que Celina, forjada na escola política de Joaquim Roriz (1936-2018), o homem que arrancou o fundo das mãos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), não deixaria essa herança morrer sem reação e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF). Mas nada supera, em cinismo, a decisão de Lula de negar, até o momento, a liberação do empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para capitalizar o BRB.
Indiretamente, Lula ajuda Celina a ampliar seu apoio popular à reeleição e torna o discurso de Leandro Grass obsoleto. Isso porque as narrativas contra Celina e o BRB perderam tração, bem como a do caos na saúde é falta de servidores. Resta então a Grass tentar desconstruir a governadora no debate da TV e gerar cortes. Soma-se ainda que Celina no primeiro e, agora, no segundo turno conta com uma vantagem de quase 50% na intenção de votos. É esse ativo eleitoral que o PT e associados de esquerda querem tirar da governadora. O problema é que, por maior que seja o esforço de seu principal concorrente, Leandro Grass, Celina segue na conquista de mais apoiadores.
Disputa eleitoral sem fronteiras
A cada eleição, as decisões nacionais dos grandes partidos acabam por influenciar na disputa regional. Em todos os Estados, mesmo onde a disputa eleitoral foi decidida no primeiro turno, até as alianças passaram pelo crivo dos caciques partidários. No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP), por apenas 168 votos, não venceu o primeiro turno, mas agora os líderes nacionais de seu partido e de legendas aliadas, como o PL e Republicanos, estão em peso pedindo votos a ela. Do mesmo modo, o petista Leandro Grass tem tido a presença de lideranças ligadas ao campo da esquerda.
Os perdedores
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro faz com que Douglas Ruas (PL) seja eleito no 1º turno, colocando Eduardo Paes (PSD) ao lado de ACM Neto (União Brasil) e Ciro Gomes (PSDB) como um dos grandes derrotados da eleição de 2026.
Cavalo paraguaio
Há pouco mais de um mês, Eduardo Paes (PSD), Ciro Gomes (PSDB) e ACM Neto (União Brasil) apareciam nas pesquisas eleitorais no primeiro lugar nas disputas pelos Governos do Rio de Janeiro, do Ceará e da Bahia, respectivamente, mas foram derrotados no primeiro turno. Esses líderes podem ser considerados “cavalos paraguaios”, que têm arrancada, mas não chegam em primeiro lugar nunca.
Em cima do muro
O PSDB decidiu não declarar apoio a qualquer candidato a presidente no 2º turno. A direção tucana optou pela neutralidade para evitar divisão interna em um momento delicado. Porém, a maioria dos diretórios estaduais tende a apoiar Flávio Bolsonaro (PL), sendo um deles o de Goiás.
Daniel, a estrela do MDB – Pela primeira vez o MDB só elegeu um governador no País: Daniel Vilela. Eleito no primeiro turno, Daniel carrega a responsabilidade de avançar com políticas públicas na saúde, educação, infraestrutura e segurança.
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