Celina chega disposta a fazer gestão política ao estilo Roriz
Mal assinou o ato de posse como governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) enfrenta um impasse: o secretário de Economia, Daniel Izaias de Carvalho, homem de confiança do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), resiste em conceder aumento salarial para duas categorias de servidores. Seria um embate normal, mas em ano eleitoral com a governadora na disputa para se manter no cargo não é bom para gestores públicos “peitar” datas-bases ou medir forças com deputados aliados e de oposição. Parece que Daniel Izaias pulou esse item do manual político.
Celina agiu rápido, antes que a faísca se tornasse uma chama com resultados ruins à sua gestão, principalmente em se tratando de acordo salarial. A governadora tem o DNA político forjado nos embates do então governador Joaquim Roriz com adversários, portanto, não subestime sua capacidade política em contornar obstáculos e alcançar objetivos. A saída do secretário de Economia não significa uma ruptura com o ex-governador Ibaneis Rocha, mas uma correção de rota e um novo modelo de gestão política, tema que entendia Ibaneis.
Ao convidar o ‘Czar das finanças’ Valdivino de Oliveira, economista que participou de quase todos os governos de Joaquim Roriz, Celina sinaliza que vai buscar o equilíbrio entre a gestão do DF e os interesses políticos que movem a economia da capital do País. Valdivino é um craque em canalizar recursos para projetos de interesse público. Embora ainda não tenha conversado com o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), sobre o convite, no Palácio do Buriti, sede do GDF, é dada como certa sua nomeação.
“República do Entorno” na posse de Daniel
Até onde deu para observar, a maioria dos dez prefeitos que orbitam o Entorno do DF marcaram presenças na posse de Daniel Vilela (MDB) como governador de Goiás. O grupo mais orgânico era o do prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), seu vice, Télio Rodrigues (MDB), deputado federal Célio Silveira (MDB), Wilde Cambão (PSD) e outros prefeitos, como Carlinhos do Mangão (PL), de Novo Gama, Marcus Vinicius (MDB), de Valparaíso, o ex-prefeito Pábio Mossoró, entre outros.
“Daniel é favorito”
Para o deputado estadual do PSD, Wilde Cambão, “Daniel é favorito para vencer a disputa eleitoral, principalmente no Entorno”. “Eleito, a região deve ser brindada com uma ou duas secretarias operacionais que disponham de recursos e equipes próprias”, defende Cambão.
Bruno ‘vice’?
Durante a posse de Daniel Vilela (MDB) como governador, coube ao deputado Coronel Adailton (SD) fazer um registro que passou despercebido por muitos. Com a nova configuração, o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (União Brasil), passa a ser vice-governador.
Não, obrigado!
Logo após a observação, Bruno Peixoto (União Brasil) agradeceu a lembrança, mas afirmou que não pretende permanecer na condição de vice-governador, afastando os rumores de que estaria pressionando pela vaga. Será candidato a deputado federal.
Escolha pessoal
Na sequência, Ronaldo Caiado (PSD) fez questão de lembrar que a escolha por Daniel Vilela (MDB) foi uma decisão pessoal, tomada por livre e espontânea vontade. Nos bastidores, muitos entenderam como um recado dado.
Olho no adversário
Com a definição de Ronaldo Caiado como pré-candidato a presidente pelo PSD, Lula (PT) pediu aos ministros filiados ao partido que não troquem de legenda. O objetivo é ter aliados com influência na sigla para que defendam o apoio ao petista no segundo turno das eleições.
Somos agro – Mesmo que Eduardo Leite (PSD) não se engaje na campanha de Ronaldo Caiado (PSD) após ser preterido pelo partido, a avaliação interna é que o goiano não terá dificuldades no Rio Grande do Sul, uma vez que o Estado tem forte presença do agro.