Celina prega consenso, mas sua base na CL ainda não ouviu
“Eu trabalho para que não haja disputa e sim consenso na escolha da Presidência da Mesa Diretora da Câmara Legislativa”, tem repetido em suas entrevistas a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Um desejo nobre, diga-se de passagem, diante de uma base com 17 deputados dos 24 na Casa. Por isso mesmo quase utópico, pois a maioria dos aliados quer conquistar a Presidência da Casa.
O PL argumenta que, por ter a maior bancada, com cinco parlamentares, teria direito de indicar o próximo presidente. Os demais partidos da base rebatem com um argumento tão político quanto o primeiro, o de que o projeto do partido sempre foi nacional, e a conta já foi paga com a eleição de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL-DF ao Senado.
Já o MDB acredita na lealdade como ativo político. Fora da chapa majoritária, mas padrinho direto da trajetória de Celina ao acolher a pepista na vice de Ibaneis Rocha (MDB) e depois bancar sua reeleição, não quer ficar fora do jogo. Por trás da disputa há um cálculo maior: quem preside a Câmara Legislativa pode controlar a pauta, dosar o tempo de fala da oposição e, sobretudo, aparecer. Em 2030, com Celina destinada a disputar outro posto, o cargo pode ser o trampolim que falta a Wellington Luiz ou a qualquer nome do PL para tentar o Palácio do Buriti. Outros partidos da base, como o Podemos e o PP, articulam sentar-se na Mesa Diretora.
Até aí, normal buscar um lugar à sombra do Legislativo, mas em se trantando do PL, o peso na balança de forças desequilibra a boa relação política com o campo de esquerda. Isso porque o presidente da República é Luiz Inácio Lula da Silva (PT), personagem com quem Celina Leão terá de conversar quase diariamente. Ter um adversário do Planalto no Legislativo não é uma boa recomendação.
Caiado faz planos, mas…
Ao anunciar que “não vai se aposentar da política”, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), sinaliza dois caminhos para chegar em 2030: fortalecer o PSD e fazer ‘sombra’ à gestão de Daniel Vilela (MDB). Sem a caneta na mão e com pouca influência de poder, as chances de construir um grupo para dar sustentação ao seu projeto terá pouca tração para ‘puxar’ uma campanha a governador.
… faltou combinar
No calor do discurso tudo é possível, mas Ronaldo Caiado sabe que existe um longo caminho entre o desejo e a realidade. Primeiro tem que combinar com Daniel Vilela o tamanho de seu espaço no governo, depois buscar lideranças no interior para pavimentar o caminho. Nunca é demais lembrar que nos dois governos de Caiado, o MDB não passou de uma peça decorativa na vitrine.
Aleandra candidata
O que era uma expectativa, virou realidade. A atual vice-prefeita de Águas Lindas, Aleandra Souza (REP), conhecida pelo seu intenso trabalho social que lhe valeu o codinome de “Michelle Obama de Águas Lindas”, teve seu nome indicado para disputar a Prefeitura de Águas Lindas. A noticia foi ventilada pelo ex-prefeito do município, Hildo do Candango (REP).
Grupo forte
O grupo do ex-prefeito Hildo do Candango pode aglutinar a base do prefeito em final de mandato, Lucas Antonietti. Aleandra é uma liderança carismática e tem habilidade política para costurar apoios fora da base do prefeito Lucas.
Tarcísio, o líder
Com Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar e Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como líder natural da oposição e candidato da direita à Presidência da República na eleição de 2030.
Canal direto – O ex-candidato a deputado federal pelo PT de Goiás, Delúbio Soares, é uma das poucas lideranças históricas do petismo com bom trânsito junto à cúpula nacional da legenda. Essa proximidade pode ajudar muito Goiás.
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