Celina quer unir rorisistas que deram dignidade aos excluídos
A oposição à governadora Celina Leão (PP), que busca a reeleição, entrou numa corrida silenciosa pelo espólio dos votos de Arruda
Passada a tempestade causada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, nesta quinta-feira (24), negou o registro da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal, agora vem a fase de alianças. A oposição à governadora Celina Leão (PP), que busca a reeleição, entrou numa corrida silenciosa pelo espólio dos votos de Arruda. O problema é que a maioria desse ativo eleitoral tende a desaguar naturalmente na candidatura de Celina. Não por acaso, assim como a governadora, Arruda nasceu da costela política de Joaquim Roriz (1936-2018). Portanto, é natural que a maioria dos eleitores de Arruda retorne para o ‘tórax rorisista’ representado por Celina Leão.
Dispersos desde o momento em que Roriz se afastou da vida pública, a equipe que transformou a cara do Distrito Federal, composta por importantes figuras políticas e técnicos do primeiro time, pode se unir novamente sob a liderança de Celina Leão. Esse desenho de unidade remete aos anos 2018 e 2000, quando os adversários eram liderados pelo PT. Assim como no passado de duas décadas, hoje Celina se encontra frente a frente com a esquerda. Desse modo, fica difícil imaginar que os votos de Arruda sejam pulverizados entre os candidatos de oposição.
O primeiro movimento foi ensaiado pela candidata do PSDB, Paula Belmonte, que tenta um acordo com Arruda para ser a “herdeira do arrudismo”, mas a essa altura, em que faltam oito dias para o primeiro turno, fica difícil uma reviravolta no cenário eleitoral do DF. No entanto, Celina sabe que, na política, muitas vezes, a melhor defesa é o ataque. Centra esforços para unir o grupo que transformou o Distrito Federal, não só com obras estruturantes, mas, sobretudo, deu dignidade a milhares de pessoas que viviam em invasões, sem teto e marginalizadas. Joaquim Roriz deve estar observando esse momento com alegria em ver a unidade politica que mais fez por Brasília.
PO busca nova rota para o PSD
Sem Arruda, o PSD-DF busca ganhar tempo. Em nota, o presidente regional da legenda, Paulo Octávio, afirmou que “os rumos do partido em relação à eleição deste ano no Executivo local serão decididos oportunamente, após ouvirmos os candidatos aos cargos legislativos e os demais filiados, de forma democrática”.
Unidas por Yvelonia
Neste sábado (26), Michelle Bolsonaro (PL-DF) deixa um pouco de lado sua campanha na capital federal para participar de uma carreata em Valparaíso de Goiás em apoio a Maria Yvelonia (PL), candidata a deputada federal. Sem poder seguir com a campanha, Yvelonia terá o reforço de Michelle Bolsonaro, a candidata a vice de Wilder Morais, Ana Paula Rezende, e a presidente do PL Mulher de Goiás, Ana Luiza Morais.
Marconi no Entorno
Marconi Perillo (PSDB) voltou ao Entorno nesta sexta-feira (25). Começou pela Cidade Ocidental, passou no Jardim Ingá, distrito de Luziânia que tem mais de 100 habitantes, e encerrou a carreata no centro de Luziânia. Em todas as cidades visitadas, o candidato a governador pela de oposição a Daniel Vilela (MDB) reafirma compromissos com a região.
Deletou Daniel
Até há pouco tempo, cotado como candidato a vice-governador, Adriano Rocha Lima (PSD) parece ter riscado o nome de Daniel Vilela (MDB) da agenda após ser preterido. Em suas redes sociais, o apoio ao governador simplesmente desapareceu. E essa não seria a primeira dissidência caiadista na base. O ex-deputado Ernesto Roller (PSDB), primo de Ronaldo Caiado (PSD), hoje é candidato a senador ao lado de Marconi Perillo (PSDB).
Expectativa com Flávio – O candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), vem a Goiânia neste domingo (27) para reforçar a candidatura de Wilder Morais (PL) a governador e a dos candidatos a deputado federal, estadual e ao Senado.
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