Celular é o maior inimigo das autoridades dos 4(?) Poderes
A telefonia móvel é uma das mais úteis invenções dos últimos 100 anos. No entanto, tem sido o grande inimigo de autoridades dos 4 Poderes (Judiciário, Executivo, Legislativo e Aquisitivo, ou seja, banqueiros e outros empresários). Facilitou o serviço de integrantes de Polícias e Ministérios Públicos, que ficam sentadinhos ouvindo e vendo as gravações. Imagine o que essa turma aproveitou com os aparelhos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master…
Dos presidentes da República ainda vivos (e muito vivos), ao menos dois não têm e não usam celular, o primeiro depois dos militares, José Sarney, e o atual, Lula. Um deles perdeu qualquer possibilidade de sequer ser candidato à reeleição por causa de uma frase pequena, de cinco palavras, 19 letras, gravada no telefone: “Tem que manter isso, viu?”, disse Michel Temer ao goiano Joesley Batista, dono do Friboi.
Sarney, um sobrevivente de 96 anos de idade, 70 deles na política, nunca foi preso nem sofreu impeachment, com alguns de seus sucessores. Desde o século passado, tomou uma precaução que teria sido útil a Temer: usa dispositivos que avisam se o interlocutor está com aparelho para capturar áudio e/ou vídeo. Com essa providência, políticos e empresários que estão enroladíssimos ficariam de boa, mesmo tendo roubado, se corrompido, participado de orgias com dinheiro sujo e escandinavas limpas.
Mesmo os escritórios do ódio fazendo absurdos com inteligência artificial, o celular está em todos os escândalos. Ou os personagens dos 4 Poderes viram santos ou voltam para o velho telefone fixo de discar. (Especial para O HOJE)