Cenário para presidente afunila em Lula, Flávio, Caiado e Zema
Os pré-candidatos a presidente da República podem ser resumidos em dois blocos: o da esquerda, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Por enquanto, esses dois monopolizam a mídia e boa parte da opinião pública. No bloco secundário, os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo-MG), tidos como possíveis “zebras” se romperem com a polarização lulopetista-bolsonarista. Esse quadro, até onde as vistas alcançam, se mantém inalterado, mas não está descartado o crescimento do antipetismo, tarefa que Caiado e Zema trabalham para conquistar corações e mentes dos que não querem nem Lula ou Flávio.
Embora muita gente acredite, e sonhe, com uma terceira via, essa hipótese está longe de se concretizar. Lula continua sua estratégia de distribuir benesses à população de baixa renda. No entanto, essa estratégia tem surtido pouco efeito, conforme as pesquisas, cenário que ameaça seu desempenho no segundo turno. Por sua vez, Flávio tem feito poucos movimentos para que seja um ‘pule de dez’, ou seja, abraçado pelo eleitorado além do bolsonarismo, principalmente a classe média e os setores produtivos. No segundo bloco, que tenta se aproximar dos favoritos, por enquanto Ronaldo Caiado não fez nenhum lance que levantasse a torcida. Segundo o ex-governador goiano, agora que organizou sua agenda nacional.
No caso de Zema, o mineirinho dá seus primeiros passos no cenário nacional e tem despertado a atenção da mídia e do público. Seu embate com o ministro do STF, Gilmar Mendes, tem rendido generosos espaços na mídia tradicional e nas plataformas digitais. Levantamentos recentes colocam Zema com cerca de 7% das intenções de voto no mercado de apostas para presidente. Esse índice animou lideranças goianas do Novo, que acompanharam o presidenciável no Grupo O HOJE, na última quinta-feira (23).
Polarização é boa para o PT
Desde que assumiu o governo em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não desceu do palanque e mantém a polarização lulopetismo e bolsonarismo em efervescência. Reforça essa narrativa de que Flávio Bolsonaro (PL) monopoliza a direita e que o espaço para Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) está reduzido. Essa percepção política da esquerda mostra que o presidente Lula avalia ser mais fácil derrotar Flávio que o goiano Caiado ou o mineiro Zema. Esses dois têm mais chance de unir a direita e a centro-direita.
Acertou a tacada
O crescimento de Romeu Zema (Novo) acontece em meio ao intenso embate com o ministro do STF, Gilmar Mendes. Levantamento do Estadão aponta que 81,3% das publicações do ex-governador mineiro no X, na última semana, foram direcionadas a críticas à Corte.
Lide do Dória
Mais uma vez, o empresário João Dória lota o 15º LIDE Brazil Investment Forum, que acontecerá em Nova York, no próximo dia 12 de maio. Com 400 empresários, parlamentares, autoridades e jornalistas, o evento, que será realizado no Harvard Club, em Nova York, vai discutir o cenário do Brasil nas eleições de 2026. Quatro dos cinco pré-candidatos à Presidência da República estarão presentes no evento do LIDE.
Ibaneis senador
O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), quando é abordado sobre uma possível desistência de sua pré-candidatura ao Senado, responde que está no jogo. Mesmo com a escalada do escândalo do Banco Master-BRB, segue na articulação política para não perder votos. Por enquanto, não se vê entre o povão votante a desidratação de Ibaneis, a não ser que venha uma bomba com a possível delação do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique. A conferir.
Drama mineiro – Minas Gerais é um dos principais desafios para Flávio Bolsonaro (PL), que enfrenta um impasse: apoiar a reeleição de Mateus Simões (PSD), que não empolga, ou lançar o senador Cleitinho (Republicanos), que não é visto como confiável por bolsonaristas.