Centro, antiga 3ª via, volta e e assusta direita e esquerda
Nas pesquisas, Lula foi ultrapassado por Flávio e buscou os motivos. Um deles é que a juventude, antes fiel à esquerda
Lição do PT tirada de suas 5 vitórias e 4 derrotas para presidente da República: toda vez que o vice foi de esquerda (José Paulo Bisol em 1989, Aloizio Mercadante em 1994, Leonel Brizola em 1998, Manuela D’Ávila em 2018), levou chumbo; quando escolheu alguém de centro-direita (José Alencar em 2002 e 2006, Michel Temer em 2010 e 2014, Geraldo Alckmin em 2022), venceu. Jair Bolsonaro ganhou uma e perdeu outra com generais de vice. Agora, seu filho Flávio, em vez de copiar o erro do pai, imita o acerto do adversário e procura companheiro de chapa alheio à polarização, de centro, antes chamado de 3ª via, que tem dois representantes, os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD de Goiás) e Romeu Zema (Novo de Minas Gerais). Por isso, Lula tem criticado tanto esses dois.
Nas pesquisas, Lula foi ultrapassado por Flávio e buscou os motivos. Um deles é que a juventude, antes fiel à esquerda, caiu fora. Não migrou para o bolsonarismo, a moçada que está com Flávio nunca foi lulista. Para onde vai a turma de 16 a 29 anos? A maioria quer distância de política, mais ainda da eleitoral e três vezes mais da polarizada. Por isso, o filho de Jair se distancia do clã no aspecto da diversidade – já se aproximou de gays, negros e isentões. Lula manteve o vice, ideal mais uma vez. Caiado caiu na bobagem de convidar para vice o presidente nacional de seu partido, Gilberto Kassab, que nada renderia. Zema é o vice ideal para qualquer um, mas rejeita. Flávio, tem as melhores alternativas: mulheres de outros partidos e nada radicais. Está escrito nas estrelas, não apenas na do PT: vice que rende é o diferente do titular. Quanto mais diferente, mais rende. Vice igual é igual a nada. (Especial para O HOJE)