Chapas podem ter vários ao Senado, como em 2022
No fim de 2025, o Supremo Tribunal Federal pacificou a impossibilidade de candidatura de avulso, o que não é filiado a partido político. E se for filiado e quiser ser avulso no sentido de sua sigla dividir a candidatura a governador com diversas de senador, como ocorreu em 2022? Continua valendo a decisão favorável do Tribunal Superior Eleitoral: pode.
Na eleição passada, o governador Ronaldo Caiado teve três candidatos à vaga aberta no Senado: Alexandre Baldy (PP), Vilmar Rocha (PSD) e Waldir Soares (União Brasil). Caiado já opinou que neste ano seu grupo deve lançar apenas o número correspondente ao de cadeiras em disputa: dois. Porém, tem pré-candidato demais de olho obeso na popularidade do governador e, óbvio, nas chances clareadas em dobro. Para compor com Daniel Vilela (MDB), além de Gracinha Caiado, estão no páreo a empresária Ana Paula Rezende, o deputado federal Zacharias Calil, os ex-prefeitos Paulo do Vale (Rio Verde) e Gustavo Mendanha (Aparecida), Baldy e até o lulista Vanderlan Cardoso, ocupante de um dos objetos de desejo. A chapa de Marconi Perillo (PSDB), caso faça acordo com a esquerda, pode dispor de integrantes do PT e dois do PSB, a vereadora Aava Santiago e o outro atual senador, Jorge Kajuru, de quem já foi inimigo, mas agora gravou vídeos se reconciliando.
Para o governadoriável, ótimo; para os senatoriáveis, complica. Em 2022, Marconi foi favorito até a véspera da votação, mas era filho único, sem companheiro ao Senado, sem candidatos a governador ou presidente. O resultado foi fatal: perdeu para o 5º nas pesquisas, Wilder Morais.