Coluna

Cinco livros para entender as relações entre Ocidente e Oriente

Publicado por: Marcelo Mariano | Postado em: 10 de maio de 2021
Indicações de livros que abordam não só o Oriente, como suas relações com o Ocidente | Imagens: reprodução

Marcelo Mariano*

No mais recente episódio do GoriCast, o podcast do Instituto Goiano de Relações Internacionais (Gori), eu e os demais participantes – a professora Danyelle Wood e o jornalista Celso Assis –, concordamos que, no Brasil, temos pouco contato com o que acontece na Ásia.

Nas escolas, as aulas de história mundial são, em geral, sobre Europa e Estados Unidos, embora várias sociedades asiáticas sejam mais antigas que as ocidentais, além de a população deste continente ser maior do que qualquer outro.

Por isso, decidi elaborar uma pequena lista com cinco indicações de livros, de autores de diferentes nacionalidades e pensamentos, que abordam não só o Oriente, como também as suas relações com o Ocidente.

Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente, um clássico do intelectual palestino Edward Said, talvez seja o de mais difícil leitura em razão de sua profundidade teórica. Por outro lado, é um importante ponto de partida para entender como o chamado Oriente é muitas vezes retratado com generalizações e de forma inferior nos estudos e na imprensa do Ocidente.

Civilizações: Ocidente X Oriente, do historiador escocês Niall Ferguson, mostra, na visão do autor, os seis pontos que resultaram, ao longo dos últimos 500 anos, na dominação do Ocidente em relação ao Oriente, outrora dominante.

O coração do mundo: uma nova história universal a partir da Rota da Seda: o encontro do Oriente com o Ocidente, do historiador britânico Peter Frankopan, conta, com riqueza de detalhes, o passado da região onde, entre outras coisas, nasceram as três grandes religiões monoteístas e passaram as principais rotas comerciais, sem as quais nossas vidas hoje seriam completamente diferentes.

O mundo pós-ocidental: potências emergentes e a nova ordem global, de Oliver Stuekel, professor alemão radicado no Brasil, projeta as tendências da política internacional para as próximas décadas, com o eixo de poder se deslocando do Ocidente para o Oriente.

The future is Asian, do cientista político indiano Parag Khanna, também faz projeções para o século 21, chamado pelo autor de século “asianizado”, assim como o 19 e o 20 foram “europeizados” e “americanizados”, respectivamente. A visão de Khanna é particularmente interessante porque ele dá menos ênfase na China como potência dominante e mais destaque na Ásia como um todo.

*Assessor internacional da Prefeitura de Goiânia e vice-presidente do Instituto Goiano de Relações Internacionais (Gori). Escreve sobre política internacional às segundas-feiras.

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