Corrupção e tráfico de influência na porta de Alexandre de Moraes
O caso do Master veio para sedimentar todas as mazelas que a política brasileira produz
Não é segredo que o modelo político instituído no Brasil pela Constituição de 1988 se exauriu, pois de dez em dez anos ele reservou aos cidadãos um escândalo novo para chamar de seu. Em 2005, foi o Mensalão. Uma década depois, o Petrolão. Agora é a vez do Banco Master expor as entranhas do Supremo Tribunal Federal (STF). É tanto escândalo e corrupção que a realidade leva o cidadão minimamente letrado a acreditar que o Brasil foi amaldiçoado a não ser um país justo e com oportunidades para todos.
O caso do Master veio para sedimentar todas as mazelas que a política brasileira produz. Até a esperança do “Lula Lá” se transformou em um sinônimo de desesperança e corrupção sem limites. Coincidência ou não, são nos governos petistas e seus associados de esquerda que mais ocorre roubalheira. Seja numa gestão municipal, estadual ou na Presidência da República.
Para piorar os privilégios do andar de cima dos poderosos de plantão, sendo o mais predador, Lula, que aparelhou o STF, cooptou a maioria de seus ministros e desequilibrou o jogo democrático. O resultado não poderia ser pior: todos os escândalos de corrupção, de uma forma ou outra, eram varridos para debaixo do tapete. Por conta de tanta impunidade, o Congresso e a maioria dos ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Dias Toffoli, entre outros, passaram a agir como senhores do Olimpo, inimputáveis, inatingíveis e senhores do mal. O resultado final dessa trágica rota brasileira foi a perda total da decência, na qual um ministro com a história de Alexandre de Moraes se vendeu por alguns milhões.
Agora veio tudo à tona e os brasileiros esperam que, pela primeira vez, o andar de cima possa pagar a conta. O problema é que investigar essa relação incestuosa entre Moraes e Vorcaro cabe justamente à Polícia Federal, cujo diretor-geral, Andrei Rodrigues, ao lado do procurador-geral Paulo Gonet, dava uma força ao ministro e Vorcaro, segundo tudo indica.
Impeachment como bandeira
As novas revelações do Caso Master vêm à tona em plena campanha, em que candidatos ao Senado levantam como bandeira o impeachment de ministros, afinal, Pesquisa Futura/Apex apontou, ainda em maio, que 57% da população é favorável à medida, número que deve ter engordado bastante depois das últimas revelações. Se o bolsonarismo já sonhava com maioria no Senado em 2027, ganhou agora um ingrediente extra para juntar a narrativa. Vísceras a céu aberto, com muitos urubus em volta.
Toffoli recua, mas…
O brasileiro até agradeceria se as ilegalidades do Judiciário parassem no Banco Master. Só que, nesta terça-feira (1º), o ministro Dias Toffoli decidiu perder os pés pelas mãos e revogar parcialmente a decisão que suspendeu a campanha digital de Renan Santos (Missão). Ele liberou o vice na chapa, Aroldo Medina (Missão), a voltar às redes sociais. Insegurança jurídica é o que não falta nestas terras tropicais.
Reforço de peso
A disputa no Republicanos por uma vaga na Câmara dos Deputados afunila entre Lêda Borges e Marussa Boldrin. A primeira largou na frente, mas a entrada de José Mário Schreiner (PSD), presidente da Faeg, na coordenação geral da campanha de Daniel Vilela (MDB) acaba por beneficiar, mesmo que indiretamente, a parlamentar do agro, Marussa.
Joscilene na área
Depois de reunir quase 8 mil pessoas de várias regiões do Entorno do Distrito Federal (DF) e de municípios que apoiam Joscilene do Mangão (Agir), no último sábado (29/8), em Novo Gama, a candidata continua a buscar alianças em outros municípios. Além de Goiânia e Aparecida, a candidata a uma vaga na Alego avança em municípios mais distantes do Entorno.
De volta a Rio Verde – Depois de percorrer o Vale do Araguaia e outros municípios, a vice de Marconi Perillo (PSD), Jacqueline Zaiden, volta à sua terra natal, Rio Verde, e retoma a agenda de conversas e contatos com lideranças do município.
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