Cresce número dos eleitores “nem-nem”, mas Bolsonaro deve apoiar Tarcísio
Em 2022, os cidadãos-eleitores do “nem-nem”, ou seja, Lula ou Bolsonaro, representavam entre 35% a 40% dos mais de 158 milhões de votantes. No entanto, reportagem do jornal O Globo, publicada neste domingo (5), mostra números captados pela pesquisa da ONG Morein Common, que afirma que esse eleitor do “nem-nem” subiu para 54% da população. A pesquisa foi coordenada pelo pesquisador e professor da Universidade de São Paulo (USP) Pablo Ortellado, em parceria com a Quaest. Esse contingente silencioso de perfil conservador será disputado com muita garra, tanto pela direita quanto pelo campo da esquerda.
As pesquisas têm apontado essa maioria desde o resultado da eleição em 2022, quando Lula venceu por uma margem muito pequena. De lá para hoje, a polarização entre o lulopetismo e bolsonaristas só ampliou a percepção de que precisa surgir um outro nome no horizonte político que, na pior das hipóteses, diminua o esgarçamento entre os brasileiros. Mas, até agora, o único que se apresenta com chances de vitória é o presidente Lula. No entanto, até ele necessita dos “invisíveis” para vencer. Do lado dos possíveis adversários, o nome preferido do Centrão ainda é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), que hesita em deixar uma reeleição relativamente tranquila para governador que enfrentar a máquina federal.
Ele sabe que, para vencer Lula, qualquer candidato da direita tem que ter o apoio do bolsonarismo, mas o deputado federal autoexilado nos EUA, Eduardo Bolsonaro, resiste à ideia de apoiar alguém que não seja ele ou o pai, algo impossível se de concretizar. Tanto que o líder do Centrão, senador Ciro Nogueira (PP-PI), deu um ultimato a Jair Bolsonaro na semana passada: se não decidir até o final de outubro, o Centrão deve abraçar a candidatura de Lula. Diante desse cenário, conforme fonte próxima ao ex-presidente, Bolsonaro deve declarar apoio a Tarcísio de Freitas ainda este mês.
Caiado, o cavaleiro solitário
Bem ao estilo de sua natureza persistente, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, insiste em sua solitária jornada em busca da Presidência da República. Ele sabe que, se recuar agora, perde tudo que foi construído a nível nacional e o jogo começa para valer ainda este ano. O desafio é melhorar os módicos números das pesquisas que ainda não atingiram dois dígitos. Se ele conseguir e a direita vencer, terá lugar garantido na janela da Esplanada dos Ministérios em 2027.
PL e MDB juntos
A não ser que haja uma hecatombe, está batido o martelo: o PL do Distrito Federal abre mão de um projeto solo para apoiar o MDB de Ibaneis Rocha e o PP de Celina Leão. Com essa aliança, Bolsonaro ‘rifou’ o senador Izalci Lucas e José Roberto Arruda que, assim como Bia Kicis e Alberto Fraga, devem disputar vaga de deputado federal. A conferir.
Marussa andarilha
Eleita com 113 mil votos em 2022, a deputada federal ligada ao agronegócio, Marussa Boldrin (MDB), tem sido assediada por vários partidos, caso queira deixar o MDB. “Entendo que, por ser mulher e estar em um mandato, a maioria das legendas busca agregar nomes que, além de cumprir a cota feminina, tenham um bom capital de votos.”
“Meiranny contra tudo”
A prefeita de Santo Antônio do Descoberto, Jéssica do Premium (União Brasil), tem superado os desafios com muito trabalho, mas a candidata que perdeu a eleição, Meiranny Reis (PP), semana sim e outra também, entra com algum tipo de ação contra a gestão da prefeita. Isto tem atrasado muitas obras, incluindo as essenciais, como infraestrutura. Ela é contra tudo”, lamenta um aliado da prefeita à coluna.
Trabalho de André
O principal aliado de Santo Antônio do Descoberto e da prefeita Jéssica é o deputado estadual André do Premium (União Brasil). Além de outros municípios que ele tem como base, o maior número de emendas parlamentares é para Santo Antônio. “Só para asfalto, destinei mais de R$ 20 milhões. No entanto, mesmo com gente trabalhando contra, Jéssica tem resgatado compromissos”, diz o deputado.
Voto a distância
O ex-presidente do União Brasil e deputado federal por Pernambuco, Luciano Bivar, apresentou ao presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (REP-PB), proposta para que parlamentares acima de 80 anos possam votar remotamente como ocorreu durante a pandemia da Covid-19.