Culto, ex-governador de Goiás morre na véspera da eleição
Um ex-governador de Goiás morreu na véspera do 1º turno das eleições deste ano. Muito inteligente. Grande leitor. A diplomacia em pessoa. Imenso saber jurídico. Humilde. Deixou tão grande legado que até o fim do ano vai assumir o governo um aluno seu. O que nos deixou no recente 3 de outubro foi Jamil Pereira de Macedo. O 20º aniversário de sua passagem pelo Executivo será coroado pela assunção de Leandro Crispim, de quem foi professor. Da mesma área, Ney Teles de Paula exerceu o cargo em janeiro de 2015. Você se lembraria mais deles se fosse militante do Direito, afinal, Macedo, Crispim e De Paula chegaram ao apogeu na carreira chefiando um poder, mas não o Executivo: os três alcançaram o topo do Judiciário estadual presidindo o Tribunal de Justiça e entraram na linha sucessiva para substituir o governador.
Assim como Marconi Perillo viajou e Jamil e Ney assumiram, o atual governador, Daniel Vilela, entra de férias em dezembro e Crispim vai ocupar o Palácio Pedro Ludovico, sede do Executivo do Estado. Não tem vice porque o vice era ele. Resta o presidente da Assembleia Legislativa, deputado federal eleito Bruno Peixoto, que também vai sair do Brasil. Não é coincidência: Daniel e Bruno dizem que é uma homenagem ao Judiciário. Está na moda. Atualmente, um dos governadores mais populares do Brasil é Ricardo Couto, presidente do TJ do Rio de Janeiro. Ascendeu não por consideração, como em Goiás, mas porque a cadeia tem sido o endereço seguinte dos chefes de Executivo fluminenses. Lá, a maior homenagem que o novo governador, Douglas Ruas, pode fazer ao TJ é não ser condenado por ele. (Especial para O HOJE)
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