Daniel deve ir a Lula com Pettersen para ter obras como Maguito
A briga entre esquerda e direita é para militantes, não para gestores públicos. Por isso, o governador Daniel Vilela precisa rapidamente pedir audiência ao presidente Lula e a seus ministros e demais integrantes do 1° escalão. Goiás há muito tempo não tem obra grande, a única foi o hospital Cora, o restante é apenas reforma e batom. No momento, não há sequer uma construção de grande vulto de Itumbiara a Porangatu, de Campos Belos a São Simão. Federais, apenas aqui e ali um arremedo de duplicação e pedaços de ferrovia. Estaduais, nada vezes nada.
Esse paradão é culpa de eleição após eleição saírem daqui bancadas completamente inúteis, que enfiaram Goiás na roda-viva de parlamentar mandar emenda para prefeito em troca de apoio e prefeito apoiar parlamentar em troca de emenda. Para completar, o Estado tem 30 programas sociais, R$ 30 bilhões de dívidas e uma previdência arrombada. O restante é discurso e propaganda.
Daniel precisa aproveitar o quadro técnico e colocar todo mundo para fazer projetos, de preferência sob comando de uma Valéria Pettersen, a espetacular assessora que ajudou seu pai, Maguito Vilela a conseguir dinheiro para transformar Aparecida em três mandatos, os dois dele e o 1° de Gustavo Mendanha. A arrecadação não vai melhorar, pois a máquina da Secretaria de Economia está sucateada, os incentivos fiscais atraíram tudo quanto é sonegador do Brasil e o restante os contrabandistas tomaram conta, impunemente. Sem estar nem aí para as patrulhas ideológicas, o governador deveria procurar Adriana Accorsi, Delúbio Soares, Luis Cesar Bueno, Rubens Otoni e outros líderes do PT. Com certeza, eles vão abrir as portas dos cofres em Brasília, com os recursos saindo ainda neste ano.
Em 2013, a então presidente Dilma Rousseff viabilizou o 3° governo de Marconi Perillo, mandando os bilhões necessários para semear canteiros de obras por todos os cantos. Assim, Dilma salvou Marconi de uma derrota certa e ele nunca a apoiou, mesmo por gratidão. Este é o momento adequado, pois novembro e dezembro são os melhores meses para reservar as emendas. Por piores que sejam, e a maioria só pensa mesmo no próprio umbigo, deputados e senadores podem se unir em torno da infraestrutura do Estado, parar com as emendas 51, aquelas que nada resolvem, mas deixam as lideranças municipais embriagadas de emoção. A bancada atual e a próxima, inclusive os dois senadores que estão se despedindo, têm dívidas com a população. Cabe a Daniel ir a Lula e equipe para transformar esses débitos em moeda sonante. (Especial para O HOJE)
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